ISTOÉ - Independente
   
  EDIÇÃO ATUAL
  EDIÇÕES ANTERIORES
  ESPECIAIS
   
   
  CAPA
  REPORTAGENS
  CIÊNCIA & TECNOLOGIA
  BRASIL
  COMPORTAMENTO
  MEDICINA & BEM ESTAR
  MEIO AMBIENTE
  ECONOMIA E NEGÓCIOS
  CULTURA
  COLUNISTAS
  BRASIL CONFIDENCIAL
   
   
  EDITORIAL
  ENTREVISTA
  A SEMANA
  GENTE
  EM CARTAZ
  OPINIÃO & IDÉIAS
  SEU BOLSO
  BASTIDORES
   
   
  FALE CONOSCO
  EXPEDIENTE
  ANUNCIE
  ASSINE ISTOÉ
  LOJA 3
   
   
 



Editorial  
Imprimir
 
As crianças, a gripe e o isolamento

Em diversos Estados do País passou a vigorar na semana passada uma determinação que, levada ao extremo de abranger toda a rede de en - sino público e privado espalhada pelo País, representará uma espécie de apartheid social, mesmo que temporário, sem precedentes na história. Por determinação de autoridades locais de cada região, centenas de escolas fecharam as portas, prorrogaram as férias e mandaram milhões de alunos - alguns que já estavam em aula do segundo semestre - de volta para casa.

A medida visa conter a rápida disseminação do vírus H1N1 que avança em meio à temporada de inverno, com registros crescentes de mortes entre as vítimas. Infectologistas apontaram que nas crianças o índice de contaminação e de transmissão - portanto, de alastramento da doença - é o dobro do verificado no restante da população e sugeriu a quarentena caseira. Reforçou essa estratégia de combate a ideia de que, normalmente, muitas famílias retornam de viagens ao Exterior nessa temporada de férias de inverno e o desembarque em massa nos ambientes coletivos fechados como as salas de aula poderia provocar um quadro de descontrole em cadeia.

As autoridades sanitárias estão convencidas de que ainda neste mês o ciclo da doença atinja seu pico e depois sua curva epidemiológica entre numa tendência de recuo. Sob esse prisma, o adiamento das aulas é uma ação positiva, que sinaliza prudência e responsabilidade. Aliada a ela, um conjunto de medidas multidisciplinares que aborde a conscientização das crianças sobre os cuidados de higiene necessários para evitar o contágio se faz necessário. Reuniões de pais e professores, palestras e teatro para os alunos abordando o tema podem ser úteis no controle da gripe e no esclarecimento da exata dimensão de seu risco - que, pelo que está provado até aqui, não é muito maior do que o de uma gripe comum.

O fundamental, de todo modo, é que a medida de afastamento social dos estudantes não se converta num processo de segregação perversa que só geraria mais pânico e preconceito, inadmissíveis numa sociedade moderna como a brasileira.

Carlos José Marques, diretor editorial

 

 

31/7/2009


 
Receba as informações de Isto É semanalmente em seu e-mail:
 
 
 
 
 
 




 
 
 
 
 
   
 
Imprimir

   
   
   

© Copyright 1996-2008 Editora Três
É proibida a reprodução total ou parcial deste website, em qualquer meio de comunicação, sem prévia autorização.

ContentStuff - Media Solutions