ISTOÉ - Independente
   
  EDIÇÃO ATUAL
  EDIÇÕES ANTERIORES
  ESPECIAIS
   
   
  CAPA
  REPORTAGENS
  CIÊNCIA & TECNOLOGIA
  BRASIL
  COMPORTAMENTO
  MEDICINA & BEM ESTAR
  MEIO AMBIENTE
  ECONOMIA E NEGÓCIOS
  CULTURA
  COLUNISTAS
  BRASIL CONFIDENCIAL
   
   
  EDITORIAL
  ENTREVISTA
  A SEMANA
  GENTE
  EM CARTAZ
  OPINIÃO & IDÉIAS
  SEU BOLSO
  BASTIDORES
   
   
  FALE CONOSCO
  EXPEDIENTE
  ANUNCIE
  ASSINE ISTOÉ
  LOJA 3
   
   
 



Medicina & Bem-estar  
Imprimir
 
Laser contra a cegueira
Médicos testam aparelho que promete prevenir uma das principais causas da falta de visão

Cilene Pereira

A aplicação de um raio laser especial tornou-se a grande esperança contra a degeneração macular, uma das maiores causas de cegueira em pessoas com mais de 60 anos. Centros especializados no mundo todo – no Brasil, inclusive – estão testando a tecnologia. Na última semana, o grupo vinculado ao King’s College London, de Londres, na Inglaterra, anunciou que os cientistas parecem estar no caminho certo. Na experiência inglesa, as ondas do laser devolveram a plena capacidade de visão a indivíduos que não enxergavam direito, em um procedimento que durou apenas 15 minutos.

A degeneração macular é uma doença totalmente associada ao envelhecimento. Ela é provocada pelo acúmulo de toxinas sobre uma membrana que recobre a mácula, localizada na retina – estrutura responsável pela visão central e com detalhes. O depósito das substâncias se agrava com o passar dos anos. Isso acontece porque o corpo aos poucos perde a capacidade de produzir enzimas cuja função é fazer uma limpeza da região. Simultaneamente, também pode haver a proliferação irregular de vasos sanguíneos na área. Por volta dos 55 anos, dependendo das condições do indivíduo – se ele tiver predisposição genética, por exemplo –, a visão já pode estar bastante prejudicada.

Para o problema da rede de vasos sanguíneos existe a solução de remédios específicos. Mas em relação ao acúmulo de toxinas, não. Por isso o empenho em achar uma saída. O estudo inglês foi feito com 100 pacientes que apresentavam déficit considerável de visão. O laser estimulou a produção das enzimas de limpeza de uma maneira tão eficiente que os voluntários recuperaram sua capacidade de ler, por exemplo. “É como se o laser parasse os efeitos do tempo sobre os olhos”, disse à ISTOÉ John Marshall, coordenador do trabalho. Os benefícios foram sentidos de três a seis semanas após as aplicações.

No Brasil, o recurso vem sendo testado em alguns serviços. Um deles é o da Universidade Federal de São Paulo. Por enquanto, há 30 pacientes tratados e os resultados são tão bons quanto os obtidos pelos ingleses. “Houve reversão do problema sobre a mácula”, diz o oftalmologista Michel Farah, vicechefe do Departamento de Oftalmologia da instituição. O avanço foi possível com o aprimoramento dos aparelhos de laser. No início das pesquisas, há cerca de cinco anos, o raio causava dano às células sadias da retina. Hoje, a dificuldade está superada.

ARTE: FERNANDO BRUM

 

10/7/2009


 
Receba as informações de Isto É semanalmente em seu e-mail:
 
 
 
 
 
 




 
 
 
 
 
   
 
Imprimir

   
   
   

© Copyright 1996-2008 Editora Três
É proibida a reprodução total ou parcial deste website, em qualquer meio de comunicação, sem prévia autorização.

ContentStuff - Media Solutions