ISTOÉ - Independente
   
  EDIÇÃO ATUAL
  EDIÇÕES ANTERIORES
  ESPECIAIS
   
   
  CAPA
  REPORTAGENS
  CIÊNCIA & TECNOLOGIA
  BRASIL
  COMPORTAMENTO
  MEDICINA & BEM ESTAR
  MEIO AMBIENTE
  ECONOMIA E NEGÓCIOS
  CULTURA
  COLUNISTAS
  BRASIL CONFIDENCIAL
   
   
  EDITORIAL
  ENTREVISTA
  A SEMANA
  GENTE
  EM CARTAZ
  OPINIÃO & IDÉIAS
  SEU BOLSO
  BASTIDORES
   
   
  FALE CONOSCO
  EXPEDIENTE
  ANUNCIE
  ASSINE ISTOÉ
  LOJA 3
   
   
 



Medicina & Bem-estar  
Imprimir
 
O poder das canções
Por hospitais de todo o País, multiplicam-se as iniciativas que usam a música como remédio contra as doenças

Cilene Pereira

Todas essas ações apresentam resultados muito interessantes. Em uma pesquisa feita em quatro hospitais visitados pela equipe da FMU, os terapeutas constataram, entre outros ganhos, que 90% dos doentes com doenças crônicas beneficiados pela música manifestaram melhora de humor. Mas o que outros estudos estão demonstrando é um espectro mais amplo de vantagens.

Um trabalho realizado no Instituto do Coração, em São Paulo, com 70 doentes revelou que aqueles que ouviam música clássica durante a realização de um cateterismo diagnóstico (procedimento no qual um cateter é levado até o coração para identificar eventuais obstruções nas artérias) ficaram bem menos ansiosos do que os submetidos ao exame sem trilha sonora. "O exame fica mais tranquilo para o doente", explica a psicóloga Daniele Watanabe, autora da pesquisa. Atualmente, ela conduz outro estudo sobre o tema, com 300 pacientes, que servirá de base para sua tese de doutorado.

Na Inglaterra, uma equipe do Imperial College London descobriu que a música ajuda pessoas com a visão debilitada após um acidente vascular cerebral. Eles verificaram que os indivíduos enxergavam melhor quando ouviam suas canções preferidas. "Acredito que o prazer que isso proporciona libera substâncias que facilitam a transmissão de sinais entre os neurônios", explicou à ISTOÉ o pesquisador David Soto, autor do trabalho. "Isso auxilia na retomada de funções perdidas ou prejudicadas."

De fato, está provado que há mudanças significativas promovidas pela música dentro do organismo. "Ouvir ou apenas pensar em uma música estimula o fluxo sanguíneo entre as redes de neurônios", disse à ISTOÉ Wendy Magee, pesquisadora de musicoterapia do Instituto de Reabilitação Neuropaliativa, em Londres.

Em um trabalho publicado na última edição do jornal Circulation, da Associação Americana de Cardiologia, pesquisadores italianos descreveram outros efeitos: quando o andamento é lento, os vasos sanguíneos se dilatam, resultando em uma queda da pressão arterial. Se for mais rápido, ao contrário, há uma contração dos vasos, elevando a pressão. E períodos com frases musicais longas, como no coro "Va Pensiero", da ópera "Nabucco", de Verdi, sincronizam o ritmo dos batimentos cardíacos. É a mudança do corpo pelo som. "Toda forma de arte, inclusive a música, é um caminho seguro e direto de transformação", diz o médico Samir Rahme, maestro da Orquestra do Limiar, do projeto Música nos Hospitais.

Fotos: Fabiano Cerchiari/ag. Istoé; Divulgação

 

PÁGINAS :: << Anterior | 1 | 2
 

3/7/2009


 
Receba as informações de Isto É semanalmente em seu e-mail:
 
 
 
 
 
 




 
 
 
 
 
   
 
Imprimir

   
   
   

© Copyright 1996-2008 Editora Três
É proibida a reprodução total ou parcial deste website, em qualquer meio de comunicação, sem prévia autorização.

ContentStuff - Media Solutions