ISTOÉ - Independente
   
  EDIÇÃO ATUAL
  EDIÇÕES ANTERIORES
  ESPECIAIS
   
   
  CAPA
  REPORTAGENS
  CIÊNCIA & TECNOLOGIA
  BRASIL
  COMPORTAMENTO
  MEDICINA & BEM ESTAR
  MEIO AMBIENTE
  ECONOMIA E NEGÓCIOS
  CULTURA
  COLUNISTAS
  BRASIL CONFIDENCIAL
   
   
  EDITORIAL
  ENTREVISTA
  A SEMANA
  GENTE
  EM CARTAZ
  OPINIÃO & IDÉIAS
  SEU BOLSO
  BASTIDORES
   
   
  FALE CONOSCO
  EXPEDIENTE
  ANUNCIE
  ASSINE ISTOÉ
  LOJA 3
   
   
 



Comportamento  
Imprimir
 
Carros à Prova de Acidentes
Recursos de segurança usam tecnologia para corrigir lapsos dos motoristas

João Loes


VOLVO XC60
(A PARTIR DE R$ 151 MIL)

1 Até cinco tipos de metais ajudam a absorver o impacto das colisões

2 Sistema dispara alerta durante manobras perigosas – quando toca o celular, por exemplo, ele cancela a ligação se o motorista estiver em momento de stress

3 Sensor na dianteira identifica desvio aparentemente involuntário de faixa e avisa o motorista


4 Radar instalado na dianteira determina distância do carro da frente e freia se houver risco de engavetamento

AUDI Q5
(A PARTIR DE R$ 290 MIL)

1 Sistema de secagem proporcional dos freios durante chuvas de variadas intensidades por meio de vibração das pinças

2 Carro adapta suspensão às mudanças em seu centro de gravidade (devido ao peso dos passageiros, por exemplo). Isso evita risco de capotamento

3 Tipos diferentes de metais são usados para facilitar a absorção de impactos

 

 

 

 

 






As novidades em segurança automotiva beiram a ficção científica. Restritas aos modelos mais caros dos melhores fabricantes do planeta, essas tecnologias fazem cair o queixo de quem as vê em funcionamento. Há sistemas de frenagem automática sem intervenção humana, câmeras térmicas que ajudam a condução no escuro e até um conjunto de alertas que aponta as barbeiragens do motorista. “Classificamos essas soluções como tecnologias ativas de proteção”, explica José Aurélio Ramalho, diretor de operações do Centro de Experimentação e Segurança Viária (Cesvi). “Elas evitam acidentes e não apenas reduzem as consequências do impacto.”

A mais emblemática novidade da área é o piloto automático adaptativo. Adotado por marcas como Volvo, BMW, Audi e Mercedes-Benz, ele emite um sinal de radar que mede, constantemente, a distância entre um veículo e outro. Se o motorista se aproxima demais do carro da frente, o sistema freia para evitar a colisão. “O carro não para completamente, mas reduz a velocidade a ponto de o impacto ser mínimo”, conta Leandro Oliveira, técnico da Volvo, que hoje pertence à Ford. Todos os modelos da empresa sueca priorizam as funções que transmitem informações ao motorista.
Em momentos de stress – aceleração e frenagem bruscas, por exemplo – os modelos Volvo chegam a rejeitar ligações telefônicas para não desconcentrar o condutor. As informações ficam armazenadas e são transmitidas em momento apropriado. “A Volvo prefere não investir na overdose de recursos e funções que podem distrair o motorista”, afirma o técnico da marca, que aposta na austeridade como diferencial.

Já a BMW e suas colegas alemãs – Audi e Mercedes- Benz – não veem conflito entre abundância de recursos e segurança. Um exemplo é a tela de 10,3 polegadas que ilumina o painel dos BMW série 7. Nela são exibidos alertas que, dependendo da urgência, também são projetados no para-brisa do carro – assim o condutor não precisa tirar os olhos da pista. Estradas mal iluminadas são encaradas com a ajuda de um sistema de visão noturna e, se o motorista quiser mudar de faixa, sensores na carroceria alertam para objetos nos pontos cegos. “É um sistema que complementa, mas não substitui as habilidades do motorista”, diz Luiz Estrozi, técnico da BMW do Brasil.

Nem todos os investimentos estão em sistemas ativos – os passivos, que apenas reduzem as consequências do impacto, também foram desenvolvidos. Nos Mercedes-Benz Classe S (R$ 585 mil) e Audi Q5 (R$ 290 mil), há recursos que preparam o carro para o impacto. Bolsões de ar dentro dos bancos se inflam para corrigir a postura dos ocupantes. O carro avalia a força da pancada e calibra a velocidade do enchimento dos air bags. Ramalho, do Cesvi, alerta que tantos recursos podem ter efeitos indesejáveis. “A pessoa precisa saber que está a bordo de um carro e que isso exige atenção exclusiva”, lembra ele. “Quem dirige não pode relaxar jamais.”

PÁGINAS :: 1 | 2 | Próxima >>
 

3/7/2009


 
Receba as informações de Isto É semanalmente em seu e-mail:
 
 
 
 
 
 




 
 
 
 
 
   
 
Imprimir

   
   
   

© Copyright 1996-2008 Editora Três
É proibida a reprodução total ou parcial deste website, em qualquer meio de comunicação, sem prévia autorização.

ContentStuff - Media Solutions