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Medicina & Bem-estar  
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Aspirina em xeque
Estudo contesta efeito protetor do remédio para quem nunca enfartou

Mônica Tarantino

Baixas doses diárias de aspirina são indicadas a quem já teve um infarto ou embolia (a formação de um coágulo que navega pela corrente sanguínea até entupir uma artéria ou veia). Sua matériaprima, o ácido acetilsalicílico, ajuda a impedir um novo episódio. Ela também é recomendada às pessoas com alto risco de males cardiovasculares por culpa de fatores de risco como hipertensão. Alguns médicos incluem o comprimido na receita de indivíduos que têm pequenas chances de sofrer um infarto ou acidente vascular cerebral.

Na última semana, essa indicação foi contestada por cientistas da Universidade de Oxford, na Inglaterra. Após analisar os dados de 112 mil participantes de ensaios clínicos, eles concluíram que o risco de danos associado ao uso regular do fármaco pode ser maior do que a sua ação protetora para quem nunca teve um problema cardiovascular. O motivo é um aumento de 35% de possibilidade de sangramentos internos, o que não justificaria seu uso diante de reduzidas chances de infarto. "O estudo confirma o fato de que só se deve tomar aspirina para proteger o coração com supervisão médica", alerta o cardiologista José Carlos Nicolau, do Instituto do Coração, em São Paulo.

 

 

10/6/2009


 
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