ISTOÉ - Independente
   
  EDIÇÃO ATUAL
  EDIÇÕES ANTERIORES
  ESPECIAIS
   
   
  CAPA
  REPORTAGENS
  CIÊNCIA & TECNOLOGIA
  BRASIL
  COMPORTAMENTO
  MEDICINA & BEM ESTAR
  MEIO AMBIENTE
  ECONOMIA E NEGÓCIOS
  CULTURA
  COLUNISTAS
   
   
  EDITORIAL
  ENTREVISTA
  A SEMANA
  GENTE
  EM CARTAZ
  OPINIÃO & IDÉIAS
  SEU BOLSO
  BASTIDORES
   
   
  FALE CONOSCO
  EXPEDIENTE
  ANUNCIE
  ASSINE ISTOÉ
  LOJA 3
   
   
 



Comportamento  
Imprimir
 
Drinques a peso de ouro
Coquetéis com ingredientes raros, apresentação impecável e preço nas alturas ganham os cardápios brasileiros

João Loes

R$ 1,2 mil Com base de vodca de uva e champanhe Louis Roederer 1999, o Place Vendôme tem groselha do Ceilão

A arte de combinar bebidas de primeira linha com ingredientes que vão do caviar às frutas exóticas está em alta. É o que mostra a variedade e os preços dos coquetéis mais exclusivos encontrados em cardápios de cidades como São Paulo e Rio de Janeiro. Hoje, há drinques de R$ 180 a R$ 2 mil. Eles podem levar doses de vinho cuja garrafa não sai por menos de R$ 8,5 mil, champanhe ao preço de R$ 1,5 mil ou conhaque cuidadosamente envelhecido por 150 anos.

Para quem acha esses preços absurdos, Derivan Souza, um dos mais renomados bartenders do Brasil, já tem uma defesa pronta: "Tenho Ferraris e Lamborghinis paradas na frente do meu bar", diz ele, que criou três coquetéis especiais para o Esch Café, em São Paulo. "Os clientes fumam charutos de R$ 130 e usam relógios que custam uma fábula - por que não pagariam R$ 1 mil por um coquetel?", questiona.

R$ 2 mil Servido em copo krieger, o Royal Diamond tem dose de vinho, cuja garrafa custa R$ 8,5 mil, e licor de framboesa

Batizados de Place Vendôme (R$ 1,2 mil), Mayfair (R$ 1,3 mil) e Royal Diamond (R$ 2 mil), os drinques do Esch são vendidos em pacote único de R$ 5 mil por pessoa (serviço incluído) para grupos de pelo menos dez clientes. E nada de aparecer no bar pedindo os coquetéis como caipirinhas. Para tomá-los, só encomendando com 24 horas de antecedência. "Não dá para ter uma garrafa de vinho Porto Kronhl safra 1900 aberta, esperando cliente", justifica Souza, referindo-se a um dos ingredientes mais caros do pacote. Outras matériasprimas incluem o raro vermute Lillet Blanc, groselha do Ceilão e pitaya vermelha.

R$ 180 Para contrastar com a vodca preta, o Negresco, servido no Copacabana Palace, usa flocos de ouro

No Exterior, os drinques caros e exclusivos também são comuns. Na Irlanda, por exemplo, o bar do Merchant Hotel cobra 750 libras - o equivalente a R$ 2,4 mil - por um copo de Mai Tai. A bebida, que foi criada ali e se internacionalizou, leva uma dose de rum Wray & Nephew, do qual só restam seis garrafas em todo o mundo. Para os aficionados, a pessoa que se dispõe a desembolsar esse valor para degustar uma dose não está adquirindo só a matériaprima. "Ela paga o privilégio de estar num lugar de atmosfera única, bebendo uma obra de arte", considera Souza.

Essa experiência está inclusa no pacote de drinques como o Negresco, presente no menu do Copacabana Palace, no Rio de Janeiro. O coquetel, que teve nome inspirado no Hotel Negresco, em Nice, na França, sai por R$ 180. Nele há vodca preta, sambuca opal nera e flocos de ouro. Servido em uma taça de martíni, divide o palco dos mais caros do hotel com o Copa - R$ 180 -, que leva vodca, limoncello e caviar. "Criamos drinques que sintetizam o espírito do Copa", explica Heloísa Mader, que elaborou as bebidas. Como uma suíte do hotel, o resultado não poderia ser outro: impecável, único. E caro.

 

 

8/5/2009


 
Receba as informações de Isto É semanalmente em seu e-mail:
 
 
 
 
 
 




 
 
 
 
 
   
 
Imprimir

   
   
   

© Copyright 1996-2008 Editora Três
É proibida a reprodução total ou parcial deste website, em qualquer meio de comunicação, sem prévia autorização.

ContentStuff - Media Solutions