ISTOÉ - Independente
   
  EDIÇÃO ATUAL
  EDIÇÕES ANTERIORES
  ESPECIAIS
   
   
  CAPA
  REPORTAGENS
  CIÊNCIA & TECNOLOGIA
  BRASIL
  COMPORTAMENTO
  MEDICINA & BEM ESTAR
  MEIO AMBIENTE
  ECONOMIA E NEGÓCIOS
  CULTURA
  COLUNISTAS
   
   
  EDITORIAL
  ENTREVISTA
  A SEMANA
  GENTE
  EM CARTAZ
  OPINIÃO & IDÉIAS
  SEU BOLSO
  BASTIDORES
   
   
  FALE CONOSCO
  EXPEDIENTE
  ANUNCIE
  ASSINE ISTOÉ
  LOJA 3
   
   
 



Editorial  
Imprimir
 
O bolsa floresta amazônico

Os primeiros resultados do programa Bolsa Floresta, que concede auxílio aos moradores do Estado do Amazonas para a exploração adequada da terra na região, podem transformá-lo em um modelo a ser adotado nas demais áreas preservadas espalhadas pelo País. Já são quase seis mil famílias - perto de 27 mil pessoas - que recebem um auxílio de R$ 50 por mês, como instrumento de inclusão social. O critério é o comprometimento com os princípios de respeito à sustentabilidade ambiental. Técnicos da Fundação Amazonas Sustentável (FAS), uma ONG recém-criada com o aval do governo estadual, estão à frente da empreitada. A ONG já mapeou e registrou 35 regiões. Elas ficam cadastradas como Unidades de Conservação onde as famílias são fixadas. Mais do que o dinheiro, os beneficiados do projeto são orientados com cursos de capacitação profissional para plantio e pecuária, dicas para a formação de cooperativas e apoio técnico para as empreitadas que garantam o sustento e ao mesmo tempo preservem o meio ambiente. O idealizador, Eduardo Braga, que está disseminando a ideia em viagens por várias partes do mundo, prega que a Floresta Amazônica tem maior valor em pé do que derrubada. Mas aponta que o patrimônio ambiental só estará fora de perigo se o povo que nele habita for também respeitado. "Não é impossível a ideia de crescer sem agredir o meio ambiente", disse o governador Braga em palestra na semana passada em Comandatuba, onde participou do Fórum Empresarial. "O Brasil é a maior agricultura do mundo com a maior área preservada do mundo." Vital para o desenvolvimento econômico do Amazonas, o Bolsa Floresta já empreende uma pequena, embora consistente, revolução. Localidades habitualmente remotas, com microextrações de borracha e pesca, já sentem o desenvolvimento. Em escala continental, cobrindo toda a Amazônia, poderá se transformar na maior ação de preservação ambiental do planeta. "A Amazônia não é um problema, mas uma solução. Um ativo que o brasileiro pode monetizar e transformar em fonte de financiamento", defende Braga. Com o Bolsa Floresta, essa perspectiva é ainda mais real. E, em meio a tantos desmandos políticos, eis aí um exemplo de ação produtiva em prol do País e da humanidade que vale a aposta.

Carlos José Marques, diretor editorial

 

24/4/2009


 
Receba as informações de Isto É semanalmente em seu e-mail:
 
 
 
 
 
 




 
 
 
 
 
   
 
Imprimir

   
   
   

© Copyright 1996-2008 Editora Três
É proibida a reprodução total ou parcial deste website, em qualquer meio de comunicação, sem prévia autorização.

ContentStuff - Media Solutions