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EM CAMPANHA No palanque do Fórum Econômico Mundial, Lula defendeu uma nova ordem econômica mundial. Antes, assumiu a candidatura de Dilma
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Os dedos das duas mãos abertos em V não deixam dúvida. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva colocou duas opções diante de si e de seus auxiliares: vencer ou vencer. O gesto simbólico foi feito diante de cerca de 500 empresários, executivos, políticos, líderes do terceiro setor, religiosos e jornalistas de 35 países na abertura do Fórum Econômico Mundial América Latina 2009, na quarta-feira 15, no Rio de Janeiro. E o que ele significa? Lula está disposto a fazer tudo o que achar necessário para não deixar que a crise econômica mundial atrapalhe um glorioso fim do segundo mandato, com alta popularidade interna, status de líder internacional e - eis seu maior sonho - fazendo o sucessor.
No mesmo dia em que atacou o Estado mínimo e defendeu uma ordem econômica mundial mais humana diante da poderosa plateia do fórum, o presidente assumiu pela primeira vez em público que a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) é sua candidata em 2010. "Fazer a minha sucessão é uma tarefa gigantesca. Todos sabem que tenho a intenção de fazer com que a companheira Dilma seja a candidata do PT e dos partidos", afirmou em entrevista à Rádio Globo. Para que ninguém duvide de seu empenho nessa tarefa de Hércules, o presidente abriu um saco de bondades que parece não ter fundo. Na mesma quarta-feira, o governo anunciou a redução da meta de superávit primário de 3,8% para 2,5% do PIB (soma das riquezas geradas do país) em 2009. Isso significa, na prática, que mais de R$ 40 bilhões que antes eram economizados para o pagamento dos juros da dívida interna poderão ser gastos livremente. A maior fatia, de R$ 15 bilhões, será investida pela Petrobras, estatal que foi excluída do cálculo do superávit primário e é a principal ferramenta do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), tocado pela ministra Dilma.
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CALÇADÃO O presidente da Colômbia, Alvaro Uribe, aproveita para correr no Rio (acima), onde encontrou Lula e FHC
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A justificativa para a medida é a queda na arrecadação de impostos após a crise mundial, que também freou o crescimento no País. No primeiro trimestre do ano, a Receita Federal arrecadou R$ 11,33 bilhões a menos em relação a igual período de 2008, no pior resultado desde 2003. Parte dessa queda foi causada por outras medidas do pacote anticrise de Lula: a redução de impostos para a compra de veículos e materiais de construção. O próximo setor a ser beneficiado com a redução tributária é o de eletrodomésticos. Ao abrir mão de receitas para incentivar os consumidores a irem às compras, Lula quer preservar empregos e reaquecer a economia, um dos principais pilares de sua popularidade recorde. Como ela está em queda (em março, a aprovação do presidente caiu de 84% para 76%, segundo a pesquisa CNT/ Sensus), Lula também decidiu abrir o cofre para os municípios e os Estados. Afinal, prefeitos e governadores felizes são imprescindíveis para o xadrez eleitoral de 2010.
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