ISTOÉ - Independente
   
  EDIÇÃO ATUAL
  EDIÇÕES ANTERIORES
  ESPECIAIS
   
   
  CAPA
  REPORTAGENS
  CIÊNCIA & TECNOLOGIA
  BRASIL
  COMPORTAMENTO
  MEDICINA & BEM ESTAR
  MEIO AMBIENTE
  ECONOMIA E NEGÓCIOS
  CULTURA
  COLUNISTAS
   
   
  EDITORIAL
  ENTREVISTA
  A SEMANA
  GENTE
  EM CARTAZ
  OPINIÃO & IDÉIAS
  SEU BOLSO
  BASTIDORES
   
   
  FALE CONOSCO
  EXPEDIENTE
  ANUNCIE
  ASSINE ISTOÉ
  LOJA 3
   
   
 



Ciência & Tecnologia  
Imprimir
 
Espaço
Órion, A vedete
A nave que vai explorar a Lua e Marte é apresentada pela Nasa

Luciana Sgarbi

fotos: divulgação; haraz n. ghanbari/ap
Exibição em Washington
Centenas de americanos foram conhecer a mais moderna cápsula espacial

Ela se chama Órion e se parece com os tradicionais discos voadores marcianos que, nos filmes de ficção científica, visitam a Terra. Só que a Órion é real e, numa inversão de papéis, é ela que visitará e explorará Marte. Essa nova nave é hoje a grande vedete do programa Constelação, da agência espacial americana (Nasa), custou cerca de US$ 3 bilhões e está sendo considerada nos EUA a grande revolução na frota de veículos espaciais. As suas formas também se assemelham às da antiga Apollo 11, a primeira nave a pousar no solo da Lua, em 1969, mas ela é 2,5 vezes maior, com cinco metros de diâmetro e capacidade para receber o dobro de tripulantes - passando de três para seis astronautas. Também é considerada a cápsula com maior segurança de entrada na atmosfera terrestre, uma vez que não se torna superaquecida, minimizando, assim, os riscos de explosão. Até 2020 a Nasa pretende enviar missões tripuladas à Lua e a Marte e estudos preliminares revelaram que, ao retornar de pontos tão distantes, a Órion estará a uma velocidade dezenas de vezes superior à dos ônibus espaciais atuais - fator que provocaria uma explosão por superaquecimento. "Construímos a Órion em formato de cone. A sua aerodinâmica elimina o atrito", disse o responsável pelo projeto, Don Pearson.

A Órion esbanja tecnologia e a novidade que mais chama a atenção é o seu mecanismo de propulsão. Os motores serão acionados a partir de fissão nuclear, um processo de quebra dos átomos que libera gigantescas quantidades de energia. Será como explodir uma bomba atômica. O calor liberado vaporizará os discos propulsores, que serão convertidos em plasmas aquecidos a dezenas de milhares de graus, gerando força suficiente para fazer a nave subir. Por todas essas características, uma réplica da Órion foi exibida na semana passada em frente ao Capitólio, em Washington. Além dos astronautas, a cápsula levará um moderno veículo de transporte com 12 rodas, instalações sanitárias, minicozinha, computadores e laboratório digital.

 

 

9/4/2009


 
Receba as informações de Isto É semanalmente em seu e-mail:
 
 
 
 
 
 




 
 
 
 
 
   
 
Imprimir

   
   
   

© Copyright 1996-2008 Editora Três
É proibida a reprodução total ou parcial deste website, em qualquer meio de comunicação, sem prévia autorização.

ContentStuff - Media Solutions