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Medicina & Bem-estar  
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Respiração livre
Cirurgia permite melhor passagem do ar e drenagem de secreções em casos de sinusite

Cilene Pereira

Uma nova técnica promete dar alívio ao desconforto causado pela sinusite - infecção que atinge os seios paranasais e a cavidade nasal. O procedimento usa um balão para alargar os canais que ligam os seios ao nariz, facilitando a entrada de ar e a liberação das secreções. Ele pode ser feito com anestesia local e o paciente deixa o hospital no mesmo dia.

O processo foi desenvolvido nos Estados Unidos há cerca de dois anos, mas só recentemente começou a ser adotado no Brasil. Os primeiros a realizar a intervenção foram os médicos do Hospital Professor Edmundo Vasconcellos, de São Paulo. Eles executaram a cirurgia em sete pacientes. Em apenas um não houve sucesso. Outros centros do País estão em treinamento para começar também a aplicar a técnica, aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

O procedimento consiste na introdução de um cateter nas narinas. Na sua ponta está um balão. Com a ajuda de um aparelho de imagem, o médico conduz o cateter até o ponto a ser alargado. Neste local, o balão é inflado por meio de um sistema de alta pressão. "A força provoca microfraturas nos pequenos ossos da área, aumentando a passagem", explica o cirurgião Aldo Stamm, chefe da equipe de otorrinolaringologistas do hospital paulista. Em seguida, o balão é esvaziado e retirado.

O método apresenta vantagens em relação à operação convencional, feita com instrumentos cirúrgicos, como pinças. Uma delas é o fato de não atingir a mucosa dos locais operados. Isso é importante porque evita o risco de formação de fibrose, processo que pode levar à obstrução dos canais algum tempo depois.

Entre as possíveis indicações do método estão os casos nos quais as infecções são repetidas. "A cirurgia amplia as condições de drenagem das secreções", afirma o médico João Flávio Nogueira, do Edmund o Vasconcellos. O proc e d ime n t o também é recomendado para pacientes que usam medicação anticoagulante. Na operação tradicional, o risco de sangramento é maior, e os remédios aumentam essa possibilidade. Na nova intervenção, a chance de sangramento é bem menor.

 

 

8/4/2009


 
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