Missão júpiter EUA e Europa se unem para pesquisar a existência de vida nas luas do maior planeta do Sistema Solar
Luciana Sgarbi
Júpiter sempre foi a meninados- olhos dos astrônomos. E motivos não faltam. Em primeiro lugar está o fato de ele ser o maior planeta do Sistema Solar, com massa de 1.800 sextilhões de toneladas - ou seja, tem 300 vezes a massa da Terra. O segundo ponto a justificar o interesse dos cientistas é que Júpiter possui o mais rápido movimento de rotação: dura nove horas e 55 minutos. Ele também é o quarto corpo cósmico mais brilhante, depois do Sol, da Lua e de Vênus. "É um dos mais apaixonantes mistérios do espaço que estamos constantemente estudando", diz Michael Griffin, um dos principais administradores da Nasa. Para aqueles que observam profissionalmente esse gigante através de instrumentos, a sua característica mais marcante é a Grande Mancha Vermelha, tempestade que o cerca com ventos de até 500 quilômetros por hora. Mas, se o planeta é intrigante, suas luas Europa e Ganimedes também o são - e desde que a sonda Galileo capturou imagens que evidenciam nelas a presença de oceanos, a Nasa percebeu a necessidade de explorá- las. Faltava dinheiro para tão alto investimento, até porque ela passa por cortes de despesas. Na semana passada, porém, um sócio se fez presente. A Agência Espacial Europeia (ESA) anunciou a parceria com os americanos num ambicioso plano de US$ 10 bilhões.