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Tecnologia  
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Celular de sopro
Apple e Pantech desenvolvem novos modelos que funcionam através da respiração humana

Luciana Sgarbi

SKY WIND A empresa Pantech criou o aparelho que funciona com o sopro

Uma das mais radicais - e inimagináveis - revoluções tecnológicas foi anunciada na semana passada: aparelhos celulares que funcionam com o sopro. A novidade saiu dos laboratórios de engenharia das empresas Apple, dos EUA, e Pantech, da Coreia do Sul. Os pesquisadores se valeram dos padrões médios da respiração humana para criar esses novos modelos e, assim, é com o sopro do usuário que um conjunto de softwares e chips de áudio transformarão o smarthphone iPhone em um instrumento musical de verdade. E é também por meio do sopro que outro aparelho, o Sky Wind, operará em suas funções. Bastará soprar para se tirar uma foto ou atender a uma ligação.

10 milhões de celulares
do novo modelo Sky é quanto a gigante Pantech espera vender na Coreia do Sul nos próximos meses

Esse avanço na tecnologia dos celulares traz de volta o som de um antigo e bom instrumento: a ocarina, semelhante à flauta. Pois bem, ela acaba de ganhar a sua versão digital. Os pesquisadores transformaram as características do instrumento em chips e ele migrou para dentro do iPhone com uma diferença vital: em vez de orifícios ao longo de seu corpo, essa nova ocarina vale-se da tela sensível ao toque. Pode-se dizer que, na prática, ocarina virou iCarina e, para operála, basta que se sopre ao microfone para que o software reconheça a intensidade da respiração e a codifique. Pronto, tem-se o som digitalizado. Para regulá-lo é preciso tão-somente fechar e abrir as imagens circulares que são exibidas na tela. Como uma ocarina real, o programa permite que esse celular da Apple seja chacoalhado para criar efeitos de vibrato e modulação, abrindo um leque maior de tons.

iCarina Com novo software, o celular iPhone vira instrumento musical

Dividindo o mesmo palco, o da respiração humana, está o Sky Wind da coreana Pantech. Diferentemente do iCarina, porém, o aparelho da Pantech capta o sopro para as funções básicas do aparelho: trocar de tela de fundo, ajustar o brilho, atender a chamadas, tirar fotos e abrir vídeos. Tudo isso se desenrola tendo como base o software Emotion Engine. Os dois novos programas abrem porta para mais uma utilidade dos celulares - o entretenimento cultural.

E isso vai muito além dos jogos que até então eram as únicas opções para quem queria diversão. Vem do pesquisador Ge Wang, professor de ciências da computação da Universidade de Sanford, nos EUA, a seguinte convicção: "Se a tecnologia continuar nesse ritmo, em breve haverá uma iPhone Philharmonic Orchestra". Nada nos faz duvidar de que isso de fato ocorra. E é bastante provável que músicas feitas em celulares ainda terão sua própria categoria no prêmio Grammy devido à alta qualidade sonora dos novos softwares.

 

 

19/2/2009


 
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