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Comportamento
O despertar da solidariedade
As razões culturais, religiosas e científicas que explicam por que o ser humano se sensibiliza e estende a mão a quem precisa de ajuda

Por Rodrigo Cardoso, Carina Rabelo e Renata Cabral

Beneficente Gisella Amaral capta recursos para 39 instituições
Cruz Vermelha Juliana Conz atende vítimas de desastres no mundo
SOS Santa Catarina R$ 25 milhões e 4,3 mil toneladas de alimentos
No iraque Otávio Alabarse tratou da população doente
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No Tibete do Dalai-lama, reconhecidamente uma das figuras mais solidárias do planeta, há um ditado segundo o qual ninguém está isento de ser sensibilizado pela dor alheia. Talvez porque seja assim mesmo que aconteça na vida real – não somente na província asiática. Mesmo o mais cínico dos mortais fica incomodado e vira o rosto ao presenciar o sofrimento de alguém estirado no chão. Esse exercício de se colocar na pele do outro, conhecido como compaixão, é natural do ser humano. E está em alta, segundo a percepção de especialistas no assunto. Grandes corporações têm adotado o discurso da sensibilidade social para agregar valor às suas marcas porque perceberam que a sociedade considera isso cada vez mais importante. A recente enchente em Santa Catarina, que matou 127 pessoas e desalojou 27 mil, comprovou o fato ao colocar sob o holofote, além da tragédia, um outro dado: a generosidade do povo brasileiro.

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19/12/2008


 
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