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Ciência & Tecnologia  
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Tecnologia
A revolução da microsoft
A empresa que sempre guardou a sete chaves o segredo do seu Windows lança duas novas versões do programa, que o usuário pode alterar como quiser

Luciana Sgarbi

SURPRESA
O vicepresidente da Microsoft, Steve Sinofsky, anunciou em Los Angeles a "mudança radical" da empresa

A Microsoft anunciou na semana passada, em Los Angeles, que seguirá a cartilha de sucesso comercial dos gigantes Google, uma das maiores empresas de programas via internet do mundo, e Linux, atualmente o sistema operacional mais bem-sucedido. Tanto um quanto o outro proclamam que a grande revolução nesse setor se baseia no cloud computing (computação nas nuvens), conceito que bane de vez a memória física do computador e opera totalmente via internet. Assim, fotos de família, vídeos, planilhas, textos, tudo enfim ficará "pairando"sobre nós, "guardado" no conglomerado de redes. Os dados podem ser acessados de qualquer computador e de qualquer lugar e o usuário recebe em sua tela o processador de textos, o editor de fotografias e o software que melhor lhe aprouver. A entrada da Microsft nessa revolução - e competição - foi anunciada por Steve Sinofsky, vice-presidente da empresa:

"Também estaremos nessa grande nuvem." Trata-se de uma mudança radical da Microsoft: os programas Windows 7 e Azure, por ela apresentados, permitirão que o consumidor escolha, como num self-service virtual, o que ele irá colocar em sua máquina com um simples download gratuito.

"É um marco para a Microsoft. Apresentamos uma série de tecnologias sem igual que darão novas oportunidades aos desenvolvedores da web", disse Ray Ozzie, presidente de criação de software. Segundo ele, os novos programas que serão lançados em 2010 permitirão que outros profissionais alterem o novo Windows, coisa que jamais foi possível. A Microsoft sempre guardou a sete chaves a fórmula de seu programa, mas agora ela a passa às mãos de quem quiser modificá- lo e disponibilizá- lo gratuitamente na rede. Ou seja: segue à risca os passos do Linux e do Google, que pregam a importância do software livre. Com essa guinada, uma das principais reclamações dos usuários do Windows poderá ser definitivamente abolida: tanto a lentidão do sistema quanto a falta de recursos darão lugar a um programa mais leve por usar a internet como "memória", acabando com o problema de carregar o sistema do computador com arquivos pesados.

INOVAÇÃO
Imagem do novo Windows 7. "O menu terá forma circular, o design será mais leve", diz Ray Ozzie, presidente da Microsoft
 



 
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