ISTOÉ - Independente
   
  EDIÇÃO ATUAL
  EDIÇÕES ANTERIORES
  ESPECIAIS
   
   
  CAPA
  REPORTAGENS
  CIÊNCIA & TECNOLOGIA
  BRASIL
  COMPORTAMENTO
  MEDICINA & BEM ESTAR
  MEIO AMBIENTE
  ECONOMIA E NEGÓCIOS
  CULTURA
  COLUNISTAS
   
   
  EDITORIAL
  ENTREVISTA
  A SEMANA
  GENTE
  EM CARTAZ
  OPINIÃO & IDÉIAS
  SEU BOLSO
  BASTIDORES
   
   
  FALE CONOSCO
  EXPEDIENTE
  ANUNCIE
  ASSINE ISTOÉ
  LOJA 3
   
   
 



Ciência & Tecnologia  
Imprimir
 
A hora de comprar armas
O governo decide: o reaparelhamento das Forças Armadas com equipamentos de alta tecnologia vai estar vinculado ao desenvolvimento da indústria brasileira

Mário Simas Filho

MOMENTO DE DECISÃO Militares treinam no Espírito Santo enquanto esperam novos equipamentos

Na última semana, enquanto cerca de dez mil militares do Exército, Marinha e Aeronáutica participavam de treinamento conjunto na praia de Itaoca (ES), o ministro da Defesa, Nelson Jobim, trabalhava para finalizar o plano estratégico que indicará a destinação das Forças Armadas. Por determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o projeto deverá ser lançado até o final de outubro. Antes disso, porém, o plano deverá ser apreciado pelos ministérios do Planejamento, Fazenda, Relações Exteriores e Ciência e Tecnologia, e submetido ao Conselho de Defesa Nacional. Mais do que por detalhar a missão dos militares, o plano é importante porque orientará a forma como o Brasil vai investir para reequipar as forças militares. "Os equipamentos adquiridos serão aqueles necessários para dar cumprimento às metas estabelecidas", afirmou Jobim. Além disso, segundo o ministro, o reaparelhamento das Forças Armadas servirá para que o País avance tecnologicamente, permitindo maior desenvolvimento da indústria nacional. "A transferência de tecnologia é um dos principais critérios na definição sobre o que vamos comprar", disse Jobim.

Apesar de o plano estratégico estar em fase final de acabamento, algumas decisões já foram sacramentadas pelo governo. Uma delas diz respeito à substituição dos caças supersônicos da Força Aérea Brasileira. Tanto a Aeronáutica como o Ministério da Defesa concluíram que o País precisa de no mínimo 102 novos caças de última geração. A decisão do governo é que nos próximos 20 anos sejam comprados 36 caças, com total transferência de tecnologia, de maneira que os outros 66 possam ser fabricados no Brasil, por empresas nacionais. "Precisamos ter a tecnologia suficiente para produzir nossos equipamentos e colocar a indústria brasileira em patamares competitivos internacionalmente", afirmou na quarta-feira 24 um dos oficiais da FAB envolvido na seleção dos caças que serão adquiridos. Três aviões disputam esse pacote de aproximadamente US$ 4 bilhões: o francês Rafale, o russo Sukhoi e o sueco Gripen. Os fabricantes já responderam a uma série de quesitos elaborados pelo Brasil e novas questões poderão ser colocadas, principalmente no que diz respeito ao nível de transferência tecnológica.

O caça Gripen, candidato a equipar a FAB

Sabe-se, por exemplo, que os suecos não podem assegurar a total transferência de tecnologia do Gripen. O avião possui vários componentes de fabricação americana e o governo dos Estados Unidos não permite que essa tecnologia seja vendida a outros países sem o consentimento prévio da Casa Branca. "Isso não interessa ao Brasil", disse o oficial da FAB ouvido por ISTOÉ. Apesar de alguns simpatizantes do avião sueco entenderem que esse é um impasse contornável, registros do Departamento de Estado dos EUA apontam em outra direção. A lei é severa. O descumprimento dela implica em sanções civil e criminal. Com multas de até US$ 1 milhão e prisão de até dez anos. Em 2007, apenas em processos civis, o governo americano distribuiu multas no valor de US$ 60 milhões. Na área criminal, houve 283 prisões, 198 indiciamentos e 166 condenações.

PÁGINAS :: 1 | 2 | Próxima >>
 

26/9/2008


 
Receba as informações de Isto É semanalmente em seu e-mail:
 
 
 
 
 
 




 
 
 
 
 
   
 
Imprimir

   
       

© Copyright 1996-2008 Editora Três
É proibida a reprodução total ou parcial deste website, em qualquer meio de comunicação, sem prévia autorização.

ContentStuff - Media Solutions