ISTOÉ - Independente
   
  EDIÇÃO ATUAL
  EDIÇÕES ANTERIORES
  ESPECIAIS
   
   
  CAPA
  REPORTAGENS
  CIÊNCIA & TECNOLOGIA
  BRASIL
  COMPORTAMENTO
  MEDICINA & BEM ESTAR
  MEIO AMBIENTE
  ECONOMIA E NEGÓCIOS
  CULTURA
  COLUNISTAS
   
   
  EDITORIAL
  ENTREVISTA
  A SEMANA
  GENTE
  EM CARTAZ
  OPINIÃO & IDÉIAS
  SEU BOLSO
  BASTIDORES
   
   
  FALE CONOSCO
  EXPEDIENTE
  ANUNCIE
  ASSINE ISTOÉ
  LOJA 3
   
   
 



Cultura  
Imprimir
 
Na pista dos ladrões de arte
O escritor americano Noah Charney cria um eletrizante romance em que retrata as técnicas e a motivação psicológica de especialistas em roubo de museus

Natália Rangel

Célebres e furtadas Figura deitada, de Henry Moore, Retrato de Giovanna Tornabuoni, do italiano Ridolfo Ghirlandaio, e O grito, de Edvard Munch

O escritor americano Noah Charney nunca furtou uma obra de arte, mas é sem dúvida uma das pessoas que estão mais qualificadas a fazê-lo. O seu recém-lançado livro O ladrão de arte (Editora Intrínseca, 314 págs. R$ 39,90) é um romance que combina ficção e fatos reais e revela como agem criminosos especializados em surrupiar telas valiosas. A obra ensina também quais as pistas que devem ser seguidas para se descobrir o ladrão. O enredo desenvolvido por Charney nasceu de sua tese de doutorado, na qual ele procurou enfocar o mercado paralelo das obras de arte e desvendar as motivações psicológicas e os procedimentos práticos na execução de roubos. O propósito de Charney é contribuir com as investigações que estão em curso e ajudar a prevenir furtos futuros. Atualmente o mercado clandestino das obras de arte movimenta US$ 6 bilhões – é o terceiro mais valioso do planeta, ficando atrás apenas do narcotráfico e da comercialização ilegal de armas. E de todos os roubos de que se tem notícia, apenas 10% foram solucionados.

Uma das dificuldades para prender os ladrões é que os próprios museus mantêm em segredo o furto de uma obra por temer que isso comprometa novas doações à instituição. Charney resgatou os registros de obras furtadas na Europa e nos EUA nos séculos XIX e XX. Tudo que aprendeu ele usou para compor o seu romance, que lembra um pouco o best-seller O código da Vinci, de Dan Brown, em que investigadores perseguem pistas elaboradas e complexas para desvendar misteriosos desaparecimentos de peças de valor. Um dos personagens que inspiram o livro é o garçom francês Stéphane Breitwieser, preso em 2002 por roubar o equivalente a US$ 1,5 bilhão em obras de arte de museus e galerias em sete países europeus. Ele declarou que furtara a primeira tela porque os olhos da mulher retratada lembravam os de sua avó. Trata-se do Retrato de Giovanna Tornabuoni, do italiano Ridolfo Ghirlandaio – a modelo foi esposa do artista e morreu pouco depois de concluída a pintura. Em 2005, o roubo de uma escultura de Henry Moore, Figura deitada, da casa de um colecionador, virou mistério. Charney não tem dúvidas: foi derretida, transformada em estatuetas e vendidas no e-bay. Embora ele não conheça detalhes dos roubos recentes no Brasil, chama a atenção para o fato de que as telas dificilmente seriam vendidas porque são famosas. Isso aponta, em sua teoria, para crimes ordenados por amantes das artes. Mas é só uma teoria.

 

26/9/2008


 
Receba as informações de Isto É semanalmente em seu e-mail:
 
 
 
 
 
 




 
 
 
 
 
   
 
Imprimir

   
       

© Copyright 1996-2008 Editora Três
É proibida a reprodução total ou parcial deste website, em qualquer meio de comunicação, sem prévia autorização.

ContentStuff - Media Solutions