ISTOÉ - Independente
   
  EDIÇÃO ATUAL
  EDIÇÕES ANTERIORES
  ESPECIAIS
   
   
  CAPA
  REPORTAGENS
  CIÊNCIA & TECNOLOGIA
  BRASIL
  COMPORTAMENTO
  MEDICINA & BEM ESTAR
  MEIO AMBIENTE
  ECONOMIA E NEGÓCIOS
  CULTURA
  COLUNISTAS
   
   
  EDITORIAL
  ENTREVISTA
  A SEMANA
  GENTE
  EM CARTAZ
  OPINIÃO & IDÉIAS
  SEU BOLSO
  BASTIDORES
   
   
  FALE CONOSCO
  EXPEDIENTE
  ANUNCIE
  ASSINE ISTOÉ
  LOJA 3
   
   
 



Cultura  
Imprimir
 
Artes visuais
Entre artistas
Ateliês abrem seus próprios espaços expositivos e criam alternativas às galerias

por Paula Alzugaray

Em um bairro central de Campinas, um pequeno sobrado oferece um tipo de serviço nada usual na região: o intercâmbio e a experimentação de arte contemporânea. O Ateliê Aberto não é galeria, instituição, produtora ou escritório. "Somos um pouco de cada. Não há compromisso com o mercado, queremos incentivar o diálogo", diz a artista Samantha Moreira, idealizadora desse espaço dedicado à site specific art (trabalhos feitos especificamente para um espaço) e a acolher artistas em início de carreira, como Isadora Gutmann, que exibe sua primeira individual até 10/10. Com esse programa, o ateliê de Samantha não apenas se sobressai do contexto do centro de Campinas, mas torna-se uma alternativa ao circuito oficial de galerias.

perfil
Cao Guimarães: um andarilho no cinema

Autor do longa-metragem Andarilho, que nesta semana entrou em circuito em São Paulo e em breve estará no Rio de Janeiro, Cao Guimarães é um criador passível de múltiplas definições. Ele é ao mesmo tempo um fotógrafo que chegou ao cinema trilhando o caminho das artes visuais e um cineasta que edita seus filmes em forma de videoinstalações. Atualmente, duas delas estão no Museu da Pampulha, em Belo Horizonte. "Quando era adolescente, sonhava em virar cineasta. Só que fazer cinema não era simples. Continuei exercitando formas de expressão solitárias, como a fotografia e a literatura. Apenas com a revolução digital e o barateamento dos custos do exercício cinematográfico pude começar a fazer o que chamei de 'cinema de cozinha', em que eu participava de praticamente todas as etapas dos filmes, feitos quase literalmente na cozinha de minha casa", conta.

Nascido em Belo Horizonte há 42 anos, Guimarães é um artista andarilho, que transita por três realidades: o circuito da arte, os festivais de cinema e o mundo real, de onde extrai toda a sua poética. Ele tem obras em acervos de museus importantes, como a Tate Modern e o Guggenheim, e já participou de algumas bienais. Mas é a primeira vez que coloca um filme em circuito comercial. Andarilho é um filme de estrada, que acompanha as trajetórias de três caminhantes, mas não é uma história contada de forma convencional. Para o artista, no entanto, abdicar da narrativa linear que padronizou a linguagem do cinema não o afasta do grande público. "Quero crer que o público não é convencional. Um filme tem que ser uma obra aberta e o espectador deve ser considerado quase como um co-autor. Andarilho é um filme feito para espectadores ativos, que queiram criar um certo turbilhão interno, que queiram reinventar o filme", afirma.

1 | 2 | Próxima >>

 

19/9/2008


 
Receba as informações de Isto É semanalmente em seu e-mail:
 
 
 
 
 
 




 
 
 
 
 
   
 
Imprimir

   
       

© Copyright 1996-2008 Editora Três
É proibida a reprodução total ou parcial deste website, em qualquer meio de comunicação, sem prévia autorização.

ContentStuff - Media Solutions