ISTOÉ - Independente
   
  EDIÇÃO ATUAL
  EDIÇÕES ANTERIORES
  ESPECIAIS
   
   
  CAPA
  REPORTAGENS
  CIÊNCIA & TECNOLOGIA
  BRASIL
  COMPORTAMENTO
  MEDICINA & BEM ESTAR
  MEIO AMBIENTE
  ECONOMIA E NEGÓCIOS
  CULTURA
  COLUNISTAS
   
   
  EDITORIAL
  ENTREVISTA
  A SEMANA
  GENTE
  EM CARTAZ
  OPINIÃO & IDÉIAS
  SEU BOLSO
  BASTIDORES
   
   
  FALE CONOSCO
  EXPEDIENTE
  ANUNCIE
  ASSINE ISTOÉ
  LOJA 3
   
   
 



Comportamento  
Imprimir
 
Bullying, um crime nas escolas
Crianças e adolescentes isolam, insultam, agridem colegas e expõem uma realidade alarmante: pais e colégios não sabem como lidar com agressões que começam cada vez mais cedo

CARINA RABELO

VIOLÊNCIA A prática do bullying não escolhe idade nem classe social para se instalar: as vítimas são estudantes de escolas públicas e particulares

O termo é estranho, mas o significado é bem conhecido. A palavra bullying se refere às agressões e humilhações praticadas por um grupo de estudantes contra um colega, algo até comum no dia-a-dia escolar, mas que está longe de ser considerado normal. São xingamentos, ofensas, constrangimentos ou agressões físicas que geram angústia, sofrimento e podem causar danos psicológicos imensuráveis nas vítimas. Essas agressões, que costumavam aparecer na adolescência, estão sendo detectadas entre crianças, cada vez mais cedo. Tanto nas escolas públicas quanto nas particulares, onde os altos muros que as separam do mundo externo, em vez de protegê-las dos perigos “de fora”, muitas vezes alimentam atos ainda mais violentos cometidos do lado “de dentro”, uma vez que os pais não costumam levar as ocorrências às delegacias.

Diante da prática disseminada, no dia 8 de agosto, a Justiça brasileira proferiu uma decisão inédita. O Tribunal de Justiça do Distrito Federal condenou uma escola particular de Ceilândia, cidade-satélite de Brasília, a indenizar em R$ 3 mil a família de um garoto de dez anos que sofreu diversas agressões por um grupo de cinco alunos. Yan tinha sete anos quando se mudou do município de Águas Lindas para a cidade. “Queria que o meu filho tivesse acesso a uma educação de qualidade. Não havia boas escolas onde morávamos”, diz a mãe, Rosemeire Rodrigues. Empolgado com a nova escola e assíduo nas aulas, o menino aprovou imediatamente a escolha.

Dois meses depois, sem nenhum motivo aparente, começou a demonstrar desinteresse pelo colégio. “Ele estava em pânico e dizia que não queria ir às aulas, mas não falava o porquê”, lembra Rosemeire. No mês seguinte, Yan não conseguiu mais esconder a verdade dos pais. Ele chegou em casa com a mão perfurada e foi obrigado a contar o que havia ocorrido. Dois garotos seguraram o menino enquanto um terceiro pregou a sua mão na parede da casinha de boneca do colégio. “Fui na escola e a diretora disse que era coisa de menino, que tinha sido uma brincadeira, mas que não iria se repetir”, conta a mãe. A promessa da diretora não se cumpriu. Poucas semanas depois, Yan chegou em casa vomitando e disse que havia comido algo estragado. Desconfiada, a mãe exigiu a verdade e, estarrecida, soube que o menino havia tomado sucessivos socos na barriga de cinco garotos do colégio e que eles ainda haviam tentando enforcá-lo. A escola nada fez.

PÁGINAS :: 1 | 2 | 3 | 4 | Próxima >>
 

29/8/2008


 
Receba as informações de Isto É semanalmente em seu e-mail:
 
 
 
 
 
 




 
 
 
 
 
   
 
Imprimir

   
       

© Copyright 1996-2008 Editora Três
É proibida a reprodução total ou parcial deste website, em qualquer meio de comunicação, sem prévia autorização.

ContentStuff - Media Solutions