O médico Joaquim Ribeiro Filho, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro e ex-coordenador do Rio Transplante, foi preso na quarta-feira 30 pela PF. Acusação: receber dinheiro (cerca de R$ 250 mil) para trapacear na fila única dos doentes que estão à espera de transplante de fígado. Por determinação do Ministério da Saúde devem ser privilegiados na fila os pacientes com alto risco de morte. Por determinação própria, Ribeiro Filho, segundo a PF, passava na frente quem lhe desse dinheiro. Os casos ocorreram entre 2003 e 2007. Para iludir os pacientes que não lhe interessavam, o médico, de acordo com o Ministério Público Federal, atestava que determinado fígado, embora saudável, era "marginal" (imprestável para transplante, na linguagem especializada). Dessa forma ele o comercializava. Mil e setenta e sete pacientes aguardam por transplante de fígado no Rio de Janeiro.

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O primeiro caso identificado teria sido o de Jaime Ariston, irmão do exsecretário de Transportes do Rio de Janeiro Augusto Ariston. Ele estava na 32ª posição na fila. O Ministério Público Federal diz que recebeu o transplante 48 horas após Ribeiro Filho assumir o cargo em 2003.
Outro caso sob investigação envolve Carlos Augusto Arraes de Alencar, filho do ex-governador de Pernambuco Miguel Arraes. Foi em 2007. Ribeiro teria desviado um órgão de Minas Gerias alegando que operaria um paciente no Rio de Janeiro. O fígado, diz a acusação, foi então transplantado em Arraes. |