Um dos maiores desafios da ciência na luta contra a Aids era descobrir pelo menos um ponto fraco do vírus HIV em sua aderência às células humanas. A resposta veio na quartafeira 16 da Universidade do Texas: o HIV, que afeta milhões de pessoas em todo o mundo (sobretudo na África Subsaariana), possui essa fragilidade em sua proteína identificada como GP-120. É essa mesma proteína que o recobre. Alguns vírus são seres simples demais (têm apenas DNA ou RNA, ao contrário das bactérias, que têm ambos), mas, ao mesmo tempo, são bastante “espertos”: vivem em constante mutação e assim se “auto protegem” de vacinas. No artigo intitulado Catalytic Antibodies to HIV: Physiological Role and Potential Clinical Utility, pesquisadores americanos relatam agora que a GP-120 é que é essencial na aderência à célula e funciona como “cérebro” do HIV – comanda a mutação de todas as suas demais proteínas, mas, ela mesma, não muda (até porque, se o “cérebro” passasse por mutações, o HIV deixaria de ser HIV). Pois bem: os médicos foram capazes de fragmentar a GP-120 e, a partir dessa “quebra”, abrese a possibilidade de desenvolvimento de tratamentos que gerem no organismo humano anticorpos capazes de combater o vírus em qualquer forma que ele se apresente. Ou seja: é como se agora soubéssemos como o HIV pensa.
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AIDS NA ÁFRICA
Por que a Aids ataca principalmente a África? Cientistas americanos e britânicos afirmaram na quarta-feira 16 que há milhares de anos os africanos sofreram mutações genéticas para se proteger naturalmente da malária. Isso os tornou mais suscetíveis ao HIV, embora resistam mais tempo à doença. |