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Comportamento  
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O caos aéreo não acabou
A história do vôo 981 da American Airlines mostra como a falta de infra-estrutura pode ser um tormento para os passageiros

DANIELA MENDES

APU GOMES/FOLHA IMAGEM
TUDO PARADO Na semana passada, a forte neblina em São Paulo impediu o pouso de 31 aeronaves

Os relógios marcavam 5h. Faltava meia hora para o horário previsto do pouso do vôo 981 da American Airlines, procedente de Dallas (EUA), na segunda- feira 7, quando o comandante avisa que retardará a aterrissagem porque o aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, está fechado devido à forte neblina. Frustração geral no 767-300. Entre os passageiros que lotam a aeronave, famílias retornando de férias, adolescentes voltando para casa após um ano de intercâmbio, brasileiros residentes no Japão, que haviam iniciado a viagem 24 horas antes, homens de negócio. Era o início de uma longa jornada, mais longa que o vôo de dez horas entre Dallas e São Paulo, e que mostra como a falta de infra-estrutura dos aeroportos e das companhias aéreas pode transformar uma viagem no caos.

FOTOS: RENATO VELASCO/AG. ISTOÉ
CHORO DE CANSAÇO
Maria Gilbert, 76 anos, voltava sozinha dos EUA no vôo 981. Com dificuldades de locomoção devido a uma artrose, chegou a chorar de cansaço diante da esteira de bagagem após ficar 14 horas no avião e esperar uma hora e meia pela mala. "Foi castigante", disse

SEM COMER
De férias, Milena Ueda embarcou com a filha Gabriela no Japão, fez conexão em Dallas e esperava chegar a São Paulo após 24h de viagem. Levou mais de dois dias. O pior momento foi driblar a fome da filha, que tomou café da manhã às 4h30 no vôo 981 e só foi almoçar às 14h. "Nem água eu podia comprar", contou

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11/7/2008


 
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