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Comportamento  
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O super-homem das piscinas
Em Pequim, Michael Phelps terá a segunda chance de se tornar o maior

CAMILA PATI E JONAS FURTADO

THOMAS KIENZLE/AP
BOLADA Ele pode ganhar US$ 1 mi

Ao tocar as pontas dos dedos pela primeira vez nas águas do fantástico Cubo D'água, Michael Phelps mergulhará no maior desafio individual de um atleta nos Jogos de Pequim. Enquanto a maioria dos competidores fará o esforço da vida para levar uma única medalha para casa, o americano de 23 anos só ficará satisfeito com a conquista de oito delas - todas de ouro. Se realizar a façanha, deixará para trás o compatriota, e também nadador, Mark Spitz, e se tornará o maior vencedor olímpico de todos os tempos. Mais: engordará sua conta bancária em US$ 1 milhão, prêmio prometido por um de seus patrocinadores.

Phelps garantiu o direito de nadar para fazer história na China ao classificar- se em oito provas na Seletiva Olímpica dos Estados Unidos, encerradas no domingo 6. Durante as provas, melhorou dois recordes mundiais, nos 200 m e 400 m medley, dos quais já era dono. "Agora, estou pronto para o objetivo principal em Pequim, que será bem mais difícil", afirmou o super-homem das piscinas. Ele chegou bem perto de igualar as sete medalhas de ouro de Spitz em Munique- 72 nos Jogos de Atenas em 2004. Foram oito ao todo - seis de ouro e duas de bronze. Meses depois, foi preso por dirigir bêbado em sua cidade natal, Baltimore, único senão no comportamento do caçula e único homem dos três filhos da professora Debbie Davisson e do policial Fred Phelps - com quem assume ter falado "poucas vezes" desde a separação do casal, há 15 anos. O nadador diz que, na infância, a piscina servia como escape para as brigas constantes dos pais. "Me sentia mais em casa na água", confessa. "Submerso, eu não tinha que ouvir ninguém gritando."

O caminho de SuperPhelps ao Olimpo dos atletas passa por Kaio Márcio (nas provas de 100 m e 200 m borboleta) e Thiago Pereira (nos 200 m e 400 m medley), estrelas da geração que tem a missão de acabar com a escassez de medalhas individuais da natação brasileira - já são duas Olimpíadas sem nenhuma. "Nunca ganhei dele. Aliás, nunca vi ninguém ganhar nas provas de medley", assume Pereira, para quem o peso da responsabilidade do americano serve como esperança. "Na Olimpíada, todo mundo estará sob pressão e quem lidar melhor com isso vai levar vantagem."


11/7/2008


 
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