Akkari levou a primeira bolada em um jogo online em junho de 2005 e usou os US$ 5 mil ganhos para saldar dívidas. Com outras vitórias, bancou sua primeira ida a Las Vegas em novembro. Lá, pagou US$ 70 de inscrição em um torneio no qual ficou em sexto lugar e ganhou US$ 450. Pressionado pelos amigos e com o apoio da mulher, usou este dinheiro para entrar em outra competição. Jogou bem, teve um lance de sorte nas cartas e saiu vencedor. Prêmio: US$ 23 mil. "Chorei de felicidade com minha mulher ao telefone", conta. Akkari já chegou a jogar 12 horas por dia na internet em 20 mesas ao mesmo tempo. Hoje, com mais de US$ 1 milhão em prêmios, é um profissional: participa de torneios pelo mundo, tem um site e uma revista de informações sobre pôquer e é comentarista da ESPN.
Ao contrário do que muita gente pensa, além de alguma dose de sorte, é preciso muita estratégia e uma boa noção de probabilidade para ser um bom jogador. "A habilidade pode se sobrepor às cartas", diz Leo Bello, 32 anos. Médico de formação, ele descobriu o jogo cinco anos atrás pela internet. Hoje vive de pôquer, organiza torneios pelo Brasil e irá lançar seu segundo livro sobre o assunto. Concentração é outra pré-condição para ser um vencedor. "Um erro e você pode estar fora", diz Gualter Salles, piloto de stock car, que este ano deu um tempo nas pistas para se dedicar às cartas. Por isso, quem quer se dar bem no pôquer deve seguir o conselho de Chris Moneymaker (o sobrenome é real), que ganhou o WSOP de 2003 e voltou a Las Vegas este ano: "Jogue duas vezes por semana e estude quatro."
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