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Tiro n’água
Durante um bom tempo, todo o esforço do PT e de Marta Suplicy era para obter o apoio do PMDB à sua candidatura. Avaliando os números da primeira pesquisa após a oficialização das chapas, do Datafolha, o comando político da campanha de Marta concluiu que tal aliança poderia ter sido um tiro n’água. A união com o bloquinho de esquerda (PDT, PSB, PCdoB) na chapa, com Aldo Rebelo (PCdoB) como vice, é apontada como a razão da vantagem de sete pontos sobre o tucano Geraldo Alckmin. Já o prefeito democrata Gilberto Kassab, com o PMDB, não conseguiu passar dos 13%. |
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Contas atrasadas
Na semana passada, o TCU enviou para o Senado seu parecer sobre as contas do governo federal em 2007. Tão cedo, porém, elas não serão analisadas. Há um atraso impressionante quanto a esse tema. Até hoje, estão pendentes de aprovação as contas de 1990.
Lavou as mãos
A tática do ministro da Saúde, José Gomes Temporão, de ventilar que seu processo de fritura é conseqüência de ele não ceder às pressões fisiológicas do PMDB, só piorou a sua situação. O líder na Câmara, Henrique Eduardo Alves, que atuava como bombeiro, desistiu de tentar ajudar.
Mais controle
A intenção do senador Arthur Virgílio (PSDBAM) ao barrar empréstimo do BID para o Amazonas era garantir que o recurso não fosse desviado. É que já havia uma investigação do Ministério Público apontando nessa direção. A partir de agora, todos os repasses do BID, para qualquer Estado, serão fiscalizados pelo TCU.
Viagens fantasmas
Funcionários terceirizados do Ministério do Turismo dizem que já não agüentam mais ver tantas notas fiscais emitidas para serviços que não foram realizados. As notas cobrem a contratação de carros e motoristas nas viagens ministeriais. Às vezes o ministro viaja por um dia, mas são registradas três diárias. Não deve ser difícil caçar esses fantasmas.
Cérebros
Brasília sediará em setembro, pela primeira vez, o Congresso Mundial de Neurorreabilitação. A decisão de trazer o evento para o País deve-se ao conceito que adquiriu o Hospital Sarah Kubitschek, onde acontecerá o congresso, na pesquisa nessa área.

| TOMA-LÁ-DÁ-CÁ COM SÉRGIO GUERRA, presidente do PSDB |
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ISTOÉ – Um convite de Lula a FHC para jantar pode gerar um acordo PT e PSDB?
Sérgio Guerra – Não há a menor possibilidade de isso acontecer. Não me parece que Lula esteja conjecturando isso.
ISTOÉ – Mas o sr. se opõe a esse encontro?
Guerra – Não. Os dois presidentes conversarem e trocarem as suas experiências é algo muito bom para o País.
ISTOÉ – A união PT e PSDB em Belo Horizonte pode servir de exemplo?
Guerra – Isso é coisa de Minas. Não tem a menor possibilidade de evoluir. E é isso que o PT não entendeu. |
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