Capacidade de trabalhar em equipe
5- Se você é daqueles que não aceitam receber tarefas além da sua alçada de atuação, cuidado. Desenvolver uma carreira de sucesso hoje exige que o profissional coloque as necessidades urgentes da empresa acima da descrição convencional do que compete ao seu cargo. Demonstrar espírito de equipe é a qualidade mais valorizada por Claudia Sciama, 31 anos, gerente comercial do Google. "Duas pessoas do meu time estão de férias. Todo mundo está se desdobrando no escritório, pensando e se esforçando pela meta do colega. E ninguém reclama por fazer isso", diz. Publicitária de formação, Claudia foi vendedora de cachorro-quente nos Estados Unidos antes de ingressar no mercado de tecnologia, no qual foi pioneira na comercialização de links patrocinados, a maior fonte de renda dos sites de busca. "Quando atingimos nossos objetivos, nos abraçamos e até choramos juntos, pois todos saem ganhando."
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Visão global
6- O headhunter Simon Franco lança mão da seguinte metáfora para ilustrar a importância de enxergar além da própria mesa de trabalho e conhecer a empresa e os concorrentes: "O universo dos negócios é como um jogo de xadrez. Os amadores esperam a jogada do rival para só depois pensar em como mexer suas peças. Já os profissionais vislumbram três, quatro jogadas à frente, no mínimo." Os meios de comunicação são como atalhos para todas as partes do mundo e quem almeja uma carreira bem-sucedida tem que buscar as soluções utilizando as diversas ferramentas disponíveis. "Encontrar pessoas que tenham uma visão sistêmica do mercado é das tarefas mais difíceis", diz a gerente de recrutamento e seleção da Ambev, Renata Brecailo. Aos 30 anos, ela é a responsável pelo programa de trainee da empresa, pelo qual passaram 25% dos profissionais que atualmente trabalham em posições estratégicas da companhia no Exterior.

Iniciativa
7- Há 21 anos na PepsiCo, o carioca José Talarico, 53 anos, passou pelos cargos de consultor júnior, sênior, gerente e diretor até atingir a vice-presidência do grupo (alimentos e bebidas). Identificar e superar obstáculos de forma pró-ativa sempre esteve em sua pauta. É o que ele chama de "pensar fora da caixa". "Isso significa forçar a saída da zona de conforto e permitir ser guiado pelo instinto, desde que possua as ferramentas técnicas próprias e maturidade profissional."
O headhunter Luiz Wever, que mantém contato com CEOs das melhores empresas do Brasil, conta que eles dizem preferir um executivo que acerte 70% das vezes (não sempre), desde que o profissional seja rápido e pró-ativo. "Quando você vai além do seu trabalho e traz resultados, deixa a sua marca", ensina Diego Milred, 33 anos, diretor de marketing da American Express.
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CAÇA-TALENTOS Para o headhunter Luiz Wever, o problema não é mudar de idéia, mas demorar para tomar decisões |
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