ISTOÉ - Independente
   
  EDIÇÃO ATUAL
  EDIÇÕES ANTERIORES
  ESPECIAIS
   
   
  CAPA
  REPORTAGENS
  CIÊNCIA & TECNOLOGIA
  BRASIL
  COMPORTAMENTO
  MEDICINA & BEM ESTAR
  MEIO AMBIENTE
  ECONOMIA E NEGÓCIOS
  CULTURA
  COLUNISTAS
   
   
  EDITORIAL
  ENTREVISTA
  A SEMANA
  GENTE
  EM CARTAZ
  OPINIÃO & IDÉIAS
  SEU BOLSO
  BASTIDORES
   
   
  FALE CONOSCO
  EXPEDIENTE
  ANUNCIE
  ASSINE ISTOÉ
  LOJA 3
   
   
 



Reportagens  
Imprimir
 
O fim do mistério
Arqueólogos encontram pirâmide perdida e a identificam como sendo do faraó Menkauhor, que reinou no Egito há quatro mil anos

TATIANA DE MELLO

SOBERANIA A escultura é a única imagem do faraó Menkauhor encontrada pelos arqueólogos. Ao lado, a equipe desvenda a pirâmide projetada por ele

Mais uma peça foi encaixada no imenso e intrincado quebra- cabeça da história da civilização egípcia: conseguiu- se na semana passada, finalmente, a identificação do nome do faraó ao qual pertence uma das mais misteriosas pirâmides, erigida há cerca de quatro mil anos - trata-se do faraó Menkauhor. Na verdade, sabia-se da existência dessa construção, tão-somente através de documentos, desde 1842, quando o pesquisador alemão Karl Richard Lepsius a descreveu no Egito classificando-a apenas como "pirâmide sem cabeça" devido ao fato de ela não possuir o topo característico desses monumentos e, além disso, não guardar nenhuma identificação sobre o seu faraó - era chamada pelo número XXIX. Com o passar do tempo a areia do deserto voltou a cobri-la e sobre ela restavam apenas os relatos legados por Lepsius. Agora, após décadas de escavações, a sua base suntuosa foi novamente revelada ao mundo e chegou-se ao nome de Menkauhor.

Os pesquisadores seguiram o princípio de que toda obra guarda os traços do artista que a fez - e foi assim que uma equipe de arqueólogos liderada pelo cientista Zahi Hawass, chefe do Conselho Supremo de Antiguidades do Egito, revelou o nome do faraó. Segundo Hawass, o estilo da construção é que permitiu cravar o nome. Na entrada de uma das câmaras da pirâmide há pedras de granito vermelho, típicas das obras daquele período. Existe também uma câmara de enterro, a tampa de um sarcófago e um bloco de pedra calcária branca. "Isso é característico da época de Menkauhor", diz Hawass. "Nunca sabemos quais segredos as areias do Egito ainda escondem e eu acredito que haja mais pirâmides e faraós a serem relacionados. Mas, no momento, já estou bastante eufórico com a nossa recente descoberta."

PISTA Em cada pirâmide, um detalhe que remete ao passado egípcio

Tanta alegria se explica. O faraó Menkauhor é considerado um dos mais misteriosos do Egito e há pouquíssimos registros de sua existência: algumas inscrições em túmulos e uma pequena estátua de alabastro, sua única representação artística. Segundo historiadores, Menkauhor foi o sétimo imperador da quinta dinastia egípcia e seu nome significa "Eternas são as almas de Ré". Ele governou por oito anos e foi o último rei a construir um templo solar. A quinta dinastia foi a penúltima do próspero Império Antigo, período em que foram construídas as famosas pirâmides de Gizé. Para se ter uma idéia do quão remota é a época de sua pirâmide, basta lembrar que o mais famoso imperador egípcio, Tutancâmon, pertenceu à 18a dinastia - ou seja, nasceu mais de mil anos depois de Menkauhor.

 


13/6/2008


 
Receba as informações de Isto É semanalmente em seu e-mail:
 
 
 
 
 
 




 
 
 
 
 
   
 
Imprimir

   
       

© Copyright 1996-2008 Editora Três
É proibida a reprodução total ou parcial deste website, em qualquer meio de comunicação, sem prévia autorização.

ContentStuff - Media Solutions