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Brasileiros na neve
Baixa do dólar e aumento da oferta de pacotes para estações de esqui no Chile e na Argentina levam turistas a arrumar as malas e embarcar nessa aventura

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KARIME XAVIER/AG. ISTOÉ HUTTERSTOCK

1. ADRENALINA Até mesmo os iniciantes no esporte conseguem boas manobras a partir da terceira aula

2. INTEGRAÇÃO Patrícia Secco se diverte com filhos e marido nas viagens para as montanhas


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EM FAMÍLIA Eduardo Bier viaja todos os anos com mulher e filhos para esquiar

A neve é um símbolo especial no imaginário dos brasileiros. Faz parte dos sonhos mais lúdicos daqueles que querem fugir do calor e da multidão das praias tropicais para saborear um bom vinho aos pés de uma lareira. Ainda mais se a aventura for apimentada com um pouco de velocidade e alguns tombos. Neste ano, a oportunidade de esquiar está mais acessível. A queda do dólar e a promessa de redução das tarifas aéreas para os destinos gelados levaram a um aumento de 30%, em média, da procura nacional por pacotes turísticos em estações de esqui na Argentina e no Chile. "Acho importante aproveitar, porque os preços estão realmente mais baratos", diz Marilin Novak, 34 anos, que fará seu début no final de julho, em Valle Nevado, no Chile. Um pacote de uma semana custa em torno de US$ 1,8 mil.

Um dos motivos que explicam a popularidade das estações de esqui entre os brasileiros é que a prática desse esporte favorece a agregação familiar. "É um dos poucos que levam a um convívio muito bacana", comenta o empresário gaúcho Eduardo Bier, 42 anos. Há 15 anos ele viaja com a esposa, Fernanda Bertaso, 40, para esquiar na Europa, nos Estados Unidos e na América do Sul. A tradição se manteve com a chegada dos filhos, Manuela, dez, e Fernando, sete, que aguardam ansiosos pela viagem a Bariloche, na Argentina, programada para o final de agosto. "Eles adoram", comemora o empresário, que trocou o solitário surfe no mar pelo esqui integrado com a família.

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AVENTURA Sérgio Castanha estreou no esporte aos 54 anos

A escritora Patrícia Secco, 48, confirma esse traço de união do esqui. Ela freqüenta as estações todos os anos, desde os 15, e leva marido e filhos a tiracolo. "É muito difícil convencer meus adolescentes a ficarem com a gente no fim de semana. Mas, quando a proposta é esquiar nas férias, eles topam na hora. A neve aproxima as pessoas", acredita. A família já conhece as principais estações de esqui da América do Sul e a preferida é Portillo, no Chile, para onde o grupo vai em setembro.

Apesar de ser considerado um esporte de aventura, popular entre os mais jovens, e que exige um bom preparo físico, não é raro encontrar pessoas mais velhas entre os praticantes. O engenheiro civil Sérgio Castanha, 60 anos, começou a esquiar aos 54 e se apaixonou. "Mesmo quando a gente não tem a técnica, é emocionante. Depois aprende a lidar com a velocidade e fica ainda mais envolvido", diz Castanha, que faz alongamento e reforço muscular na academia diariamente. Depois de viajar com as filhas, Adriana e Andrea, para as estações de esqui chilenas Valle Nevado e Chillán, o engenheiro segue em viagem com um grupo de amigos da época da faculdade para Las Leñas, na Argentina, na primeira semana de agosto.


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11/6/2008


 
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