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Na onda das novas profissões
Cresce a procura por cursos recém-criados como garantia no mercado de trabalho

ROGÉRIO LACANNA/AG. ISTOÉ
Aposta no novo Tiago Souza escolheu o curso de tecnologia e gestão de redes de computadores e internet

Quem sabe o que faz um profissional das artes do corpo? Canta, dança, interpreta? E quem sabe responder o que é um tecnólogo da informação? É jornalista? Pois são cursos como esses que chamam cada vez mais a atenção de estudantes e de universidades. Tanto um quanto outro estão de olho no mercado de trabalho e em suas constantes transformações que geram novas necessidades. Atualmente, por exemplo, é possível estudar gerontologia para cuidar do bem-estar das pessoas que estão na terceira idade. Quem preferir pode se formar no curso de gestor de call center. E a lista não pára por aí. A cada ano surgem diferentes disciplinas para ajudar aqueles que pleiteiam vagas nas faculdades, embora, muitas vezes, num primeiro momento elas acabem confundindo ainda mais a cabeça dos alunos que não têm claro a carreira que pretendem seguir. Em 1997, o vestibular mais concorrido do Brasil, o da Fuvest, oferecia 132 cursos de graduação. Em 2007, esse número saltou para 228, correspondendo a um aumento de mais de 70%, em dez anos.

ROGERIO LACANNA/AG. ISTOÉ
Sem modismos Michelle Mattiuzi faz o curso de Comunicação das Artes do Corpo

As universidades particulares também investem em novidades e em áreas promissoras para chamar a atenção dos estudantes, principalmente nas graduações de curta duração. De olho em setores como tecnologia, surgem diferentes cursos como os voltados para a tecnologia da informação e comunicação (TIC). Os profissionais dessa área trabalham com hardwares (equipamentos), softwares (programas) e tecnologia aplicada à comunicação, como, por exemplo, telefonia celular. O Brasil é o maior empregador da América Latina nessa área tecnológica.

Tiago Souza, 23 anos, resolveu aliar o seu antigo fascínio por computadores à vontade de entrar em um mercado em expansão. O universitário está no último semestre de tecnologia e gestão de redes de computadores e internet, em uma universidade particular de São Paulo. Graças à faculdade, em poucos meses de trabalho Tiago trocou um serviço administrativo pela área de analista de rede na empresa em que trabalhava: "É um bom caminho para quem já gosta de tecnologia. Hoje, o profissional dessa área é bem valorizado." Dos 40 companheiros de sala do estudante, mais da metade já está empregada no setor. Um dos atrativos para os jovens que escolhem essa área são os salários. Dá para entrar nesse mercado ganhando cerca de R$ 2.000.

Novas profissões e salários
Estudo realizado por uma empresa de recursos humanos mostra que profissionais de áreas recém-criadas tiveram aumento salarial na faixa de 15,27% no último ano, contra apenas 6,76% dados àqueles que exercem profissões tradicionais.


28/5/2008


 
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