Uma das importantes estratégias de preservação das diversas espécies de tartarugas marinhas, na época de reprodução, é manter os ovos nos locais escolhidos pelas fêmeas. Esse cuidado é essencial, tanto assim que na última temporada cerca de 70% dos ninhos foram protegidos dessa maneira. Segundo biólogos, somente aqueles que corriam sério risco de predação humana ou animal, que poderiam ser levados pelas marés ou estavam depositados em áreas muito urbanizadas foram recolhidos e transferidos para os “cercados de incubação” expostos às condições climáticas naturais. Tais “cercados”, a rigor, cumprem uma função de proteção à tartaruga e outra pedagógica aos moradores da região, no campo da educação ambiental. “Não podemos nem devemos cuidar somente de animais”, diz Neca. “O desenvolvimento sustentável tem de estar ligado às questões ambientais e tem de cumprir, também, a função de educar as pessoas com vista à preservação.”
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