Chegou a hora
O
comando da campanha da petista Marta Suplicy à Prefeitura de São Paulo afirma que o lançamento oficial será feito antes do fim do mês, pois não há mais tempo a perder. Dá-se como certo o apoio do PDT, do ministro Carlos Lupi. Mas não há a mínima possibilidade de a ex-prefeita Luiza Erundina, do PSB, sair como vice de Marta. Seguindo estratégia traçada por Ciro Gomes, o PSB decidiu fechar com a candidatura de Aldo Rebelo, do PCdoB. E mesmo que se unisse ao PT, seu nome para vice não seria o de Erundina. Com as cartas na mesa, os fiéis escudeiros de Marta não vêem a hora de pôr a campanha na rua.
Desconfiança
O PMDB fez chegar ao Planalto sua insatisfação com investidas recentes da Polícia Federal. Reagiu, primeiro, à tentativa da PF de incriminar o líder do partido na Câmara, Henrique Eduardo Alves. E, agora, recebeu com o pé atrás as denúncias contra o líder do Senado, Valdir Raupp.
Inimigo meu
É tão belicoso o clima no PSDB que os deputados federais comportam-se como se fossem adversários. O novo líder tucano, José Aníbal, demitiu da liderança 11 funcionários de confiança; entre eles pessoas contratadas há dez anos, quando o líder era José Serra.
Polêmica na tela
O filme recebeu R$ 1 milhão do Ministério da Cultura. E quando estrear, no fim do ano, vai causar polêmica. Uma das cenas de Se nada der mais certo, de José Eduardo Belmonte, mostra um assalto, no qual os ladrões usam máscaras de três ex-presidentes da República: José Sarney, Fernando Collor e FHC.
Sem saída
A
aliança do PT com o PSDB em Minas ainda enfrenta forte resistência. Apesar da boa vontade de Lula com Aécio Neves, os ministros Patrus Ananias e Luiz Dulci insistem em que deve falar mais alto a estratégia nacional. E ameaçam submeter o impasse à Comissão de Ética do partido.

Aliança em risco
Estava tudo certo para que o PSB da governadora Wilma Faria apoiasse, junto com o PMDB do senador Garibaldi Alves Filho, a petista Fátima Bezerra para a Prefeitura de Natal. Agora, porém, a aliança está ameaçada. O deputado federal Rogério Marinho, do PSB, quer entrar na disputa.
TOMA-LÁ-DÁ-CÁ COM EDSON SANTOS, ministro da Igualdade Racial
ISTOÉ – O STF pode derrubar as cotas raciais?
Santos – Aguardo uma decisão positiva. O Supremo deve manter as cotas. Existe uma mobilização da sociedade a favor disso.
ISTOÉ – Como o sr. avalia as críticas contra as cotas?
Santos – É uma reação natural. As manifestações conservadoras fazem parte do processo de luta política.
ISTOÉ – Mais justo não seriam cotas para pobres?
Santos – A grande maioria dos negros está situada na base da pirâmide social. O que demonstra um quadro de desigualdade.
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