ISTOÉ - Independente
 
   
  EDIÇÃO ATUAL
  EDIÇÕES ANTERIORES
  ESPECIAIS
   
   
  CAPA
  REPORTAGENS
  CIÊNCIA & TECNOLOGIA
  BRASIL
  COMPORTAMENTO
  MEDICINA & BEM ESTAR
  MEIO AMBIENTE
  ECONOMIA E NEGÓCIOS
  CULTURA
  COLUNISTAS
   
   
  EDITORIAL
  ENTREVISTA
  A SEMANA
  GENTE
  EM CARTAZ
  OPINIÃO & IDÉIAS
  SEU BOLSO
  BASTIDORES
   
   
  FALE CONOSCO
  EXPEDIENTE
  ANUNCIE
  ASSINE ISTOÉ
  LOJA 3
   
   
 



A semana  
Imprimir
 
BRASIL
Dilma, entre o fogo amigo e a ajuda da oposição

FOTOS: ROBERTO CASTRO/

O PT não precisa de adversários. Basta o fogo amigo. Segundo perícia do Instituto de Tecnologia da Informação (ITI), quem vazou o dossiê de gastos do governo Fernando Henrique foi o secretário de Controle Interno da Casa Civil, José Aparecido Nunes Ferreira, militante histórico do partido, nomeado para o cargo pelo ex-ministro José Dirceu. Um e-mail com os dados em planilha Excel foi enviado por José Aparecido no dia 20 de fevereiro a André Fernandes, assessor do senador Álvaro Dias, (PMDB-PR). O senador confirmou. Depois de confrontado com a conclusão da perícia, admitiu que os dados foram parar nas mãos do funcionário de seu gabinete.

Álvaro Dias se saiu mal no episódio. Ele chegou a afirmar que o governo pretendia usar as informações do dossiê para chantagear a oposição na CPI dos Cartões Corporativos. Sabe-se agora que quem fez mau uso do dossiê foi o próprio senador, ao dar publicidade às informações que vazaram da Casa Civil. Na sexta-feira 9, enquanto a ministra Dilma Rousseff esperava que José Aparecido pedisse afastamento do cargo, o ex-ministro José Dirceu, em seu blog, elogiou o amigo, chamando-o de “profissional competente, sério e correto”. Mas, ao mesmo tempo, fez questão de lavar as mãos: “José Aparecido não é nem meu aliado, nem meu ex-assessor e nem ‘homem de Dirceu”. Apesar da defesa, é inevitável concluir que o alvo do vazamento foi mesmo a candidatura de Dilma.

A sorte da ministra é que a oposição só faz trapalhadas, como a que aconteceu na audiência da Comissão de Infra-Estrutura do Senado, realizada na quarta-feira 7. Estava tudo armado para o PSDB e o DEM encostarem Dilma na parede, cobrando-lhe explicações sobre o dossiê. Antes do início do debate, porém, o senador José Agripino (DEM-RN) fez uma intervenção desastrosa. Ele sugeriu que a ministra, por ter mentido sob tortura na prisão durante a ditadura militar, estaria mentindo de novo sobre o dossiê. Dilma rebateu emocionada: “Eu me orgulho de ter mentido. Na tortura, quem tem coragem e dignidade fala a mentira”. E deu uma estocada em Agripino: “Eu acredito, senador, que nós estávamos em momentos diversos de nossas vidas em 70. Combati a ditadura militar e disso eu tenho imenso orgulho.” A sessão prosseguiu por mais nove horas. Mas poderia ter terminado ali.

ANDRÉ DUSEK REPRODUÇÃO
MÃOS SUJAS Álvaro Dias (à esq.) reconheceu ter recebido o “dossiê” de Aparecido

14/5/2008


 
Receba as informações de Isto É semanalmente em seu e-mail:
 
 
 
 
 
 




 
 
 
 
 
   
 
Imprimir

   
       

© Copyright 1996-2008 Editora Três
É proibida a reprodução total ou parcial deste website, em qualquer meio de comunicação, sem prévia autorização.

ContentStuff - Media Solutions