ISTOÉ - Independente
 
   
  EDIÇÃO ATUAL
  EDIÇÕES ANTERIORES
  ESPECIAIS
   
   
  CAPA
  REPORTAGENS
  CIÊNCIA & TECNOLOGIA
  BRASIL
  COMPORTAMENTO
  MEDICINA & BEM ESTAR
  MEIO AMBIENTE
  ECONOMIA E NEGÓCIOS
  CULTURA
  COLUNISTAS
   
   
  EDITORIAL
  ENTREVISTA
  A SEMANA
  GENTE
  EM CARTAZ
  OPINIÃO & IDÉIAS
  SEU BOLSO
  BASTIDORES
   
   
  FALE CONOSCO
  EXPEDIENTE
  ANUNCIE
  ASSINE ISTOÉ
  LOJA 3
   
   
 



Tecnologia  
Imprimir
 
Mochila foguete
Agora, ir "voando" a algum lugar deixou de ser apenas força de expressão

LUCIANA SGARBI

Se, por exemplo, numa sexta-feira no final da tarde alguém quiser vê-lo e você inadvertidamente responder “vou voando”, saiba que essa frase deixou de ser apenas uma força de expressão. Caos geral no trânsito, e você se lamenta e se conforma com o fato de que não poderá honrar o horário de seu compromisso, e então pensa: “Só se eu fosse voando.” Pois bem, tanto a frase quanto o pensamento em questão começam agora a se tornar realidade, se não ao alcance de qualquer cidadão, pelo menos daqueles que tenham US$ 250 mil para gastar. Em quê? Simplesmente numa mochila voadora capaz de libertar seu usuário de todo e qualquer obstáculo à sua rápida locomoção. Foi em 1984, na abertura da Olimpíada de Los Angeles, que o piloto de testes Bill Suitor chamou à atenção ao flutuar por 20 segundos na primeira demonstração pública de uma mochila do gênero, chamada Cinturão Foguete Bell (projeto financiado em parte pelos militares dos EUA) e criada pelo engenheiro Wendell Moore. Agora, após muita pesquisa e milhões de dólares de investimento, surge a Rocket Belt, mochila munida de jatos propulsores capazes de realizar vôos de curta distância. Ela está sendo vendida em lojas, ou seja, esse equipamento de alta tecnologia não ficará restrito a cientistas.

A transformação do velho cinturão foi geral. Ao aço e ferro que o compunham (peso de cerca de 120 quilos) seguiram-se o alumínio e a fibra de vidro, resultando na redução de peso (50%) e no dobro do impulso. “O grande diferencial dessa tecnologia é que ela não é restrita à classe acadêmica”, diz Juan Manuel Lozano, designer-chefe da empresa Tecnologia Aeroespacial Mexicana (TAM). Segundo ele, a mistura de gases foi essencial para aumentar a potência do Rocket Belt. Os tanques de metal montados na mochila do foguete são preenchidos com cerca de 23 litros de peróxido de hidrogênio, e, quando o operador abre a válvula, outro elemento, o nitrogênio a alta pressão, é liberado. Isso força o hidrogênio para dentro da câmara numa pressão que pode chegar à temperatura de 743º C. “O vapor é expelido pelos dois tubos curvos que saem do topo do tanque e descem lateralmente logo atrás dos braços do operador”, diz Lozano. “A pressão é tão forte que pode levantar rapidamente uma pessoa com 136 quilos.” Para ser comercializado, o Rocket Belt passou por uma bateria de testes para comprovar sua estabilidade e seu mecanismo de fácil manuseio. Custará US$ 250 mil e será feito sob medida para cada usuário.

ALÍVIO
Com o Rocket Belt será possível fugir do trânsito

14/5/2008


 
Receba as informações de Isto É semanalmente em seu e-mail:
 
 
 
 
 
 




 
 
 
 
 
   
 
Imprimir

   
       

© Copyright 1996-2008 Editora Três
É proibida a reprodução total ou parcial deste website, em qualquer meio de comunicação, sem prévia autorização.

ContentStuff - Media Solutions