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Cultura  
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TV Cultura de roupa nova
Disposta a entrar na guerra pelo Ibope, emissora paulista moderniza a programação

Ao longo de seus 48 anos de existência, a TV Cultura preservou o seguinte slogan, de conteúdo mais político, menos mercadológico: Cada Vez mais Pública. Muda agora para Cultura, a TV que Faz Bem. Mantida pela Fundação Padre Anchieta, presidida pelo jornalista Paulo Markun e ligada ao governo de São Paulo, a emissora altera seu lema publicitário em conseqüência da guinada que dá para modernizar a sua programação rumo à competição com outros canais. Ela continua sendo estatal, mas, daqui para a frente, entra na guerra do Ibope como se fosse uma empresa privada. Prova disso é que desde a segunda- feira 5 já está atravessando 24 horas no ar com filmes e noticiários na madrugada - bem diferente dos tempos em que encerrava as transmissões à uma e meia e voltava a operar às seis horas da manhã. Essa é apenas uma das mudanças a refletir o leque de alterações: são 18 programas novos, além da reformulação das demais atrações famosas, que ganharam cenários e acabamento mais modernos. O investimento total, até agora, é de R$ 19 milhões. "Essa é a mais profunda transformação na grade da emissora. É um banho de loja geral", diz o jornalista Gabriel Priolli, coordenador dos núcleos de conteúdo e qualidade.

MANOS E MINAS Na estréia da atração, o apresentador Rappin' Hood recebe o cantor e compositor Jorge Aragão
METRÓPOLIS A jornalista Domingas Person comanda a revista televisiva ao lado de Paulo Vinícius e Cunha Jr. (de óculos, à esq.)  
  RODA VIVA Lillian Witte Fibe é a nova âncora do programa de entrevistas

A roupagem nova se estende aos quadros profissionais. Entre aqueles que desembarcam na Cultura estão, por exemplo, a jornalista Lillian Witte Fibe, agora âncora do tradicional programa de entrevistas Roda Vida, e o ator Marcos Palmeira, apresentador do novo dominical A'UWE - atração que exibirá documentários sobre índios, feitos pelos próprios índios. O músico Rappin'Hood está à frente do semanal de auditório Manos e minas, que trata do comportamento na periferia das grandes cidades, e Domingas Person é a apresentadora do Metrópolis, que completa 20 anos no ar. Eis algumas das principais apostas, mas tem mais: ela vai estrear um reality show ecológico, o ECO prático, e o seriado teen Tudo que é sólido pode derreter, espécie de Confissões de adolescente (década de 90), adaptado aos dias de hoje. A reestruturação foca sobretudo dois públicos, o adolescente e aquele que tem entre 20 e 45 anos - sem se descuidar, é claro, das crianças, às quais vem dedicando cerca de 12 horas de sua grade diária. O confronto direto na briga pela audiência (ela tinha em média 4 pontos no Ibope) será com a Rede TV!, Rede Record e Rede Bandeirantes. "É uma briga de cachorro grande e nós queremos entrar nela", diz Priolli.

NATÁLIA RANGEL

AS NOVAS ATRAÇÕES:
DIREÇÕES A peça A noiva, de Ivam Cabral, com Gero Camilo (à esq.), é um destaque da série de teledramaturgia que será exibida aos domingos, às 23 horas
MÓBILE Programa mensal de reportagens e entrevistas dirigido por Fernando Faro (à esq., com o ator Juca de Oliveira), abordará artes, dança e música. Estréia dia 28/5, às 22h40

14/5/2008


 
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