O carioca Ricardo Gonzalez cursava o primeiro ano do ensino médio quando sofreu um acidente de carro e ficou tetraplégico. Por conta das incontáveis sessões de fisioterapia, ele permaneceu dois anos longe dos livros. Mas não demorou a fazer as pazes com seu destino. Tratou de se matricular em um supletivo, terminou o ensino médio e prestou vestibular para ciências biológicas na Universidade Federal Fluminense (UFF). “Ao mesmo tempo que buscava minha reabilitação física, eu precisava pensar na minha socialização”, diz ele.
O desejo de voltar à rotina só foi possível porque o curso de graduação que ele escolheu é oferecido na modalidade “a distância”. Esse tipo de ensino permite ao aluno estudar em casa, no horário em que preferir. O aprendizado é estimulado através de material didático específico, disponível em diferentes mídias. Há desde a boa e velha apostila impressa até DVD, CD-ROM e e-learning. Com a internet, o estudante participa de chats com os tutores, de simulações com os colegas e aprende por videoconferência. Só as provas e atividades específicas ocorrem nas salas de aula. “Se meu curso não fosse a distância, eu não estaria agora com o diploma porque tinha muita dificuldade de locomoção”, explica Gonzalez. Hoje, aos 26 anos, ele faz pósgraduação em análise de risco ambiental na Universidade de Campinas (Unicamp), na modalidade presencial.
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PRATICIDADE Em cursos como o de Helene, aluna de física a distância da UFRJ, só as provas e atividades específicas ocorrem na sala de aula |

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