Conceito, segundo Tarso
Leitor assíduo da obra do italiano Norberto Bobbio, o ministro da Justiça, Tarso Genro, afirma que o termo dossiê não passa de um conceito. Aos que não têm intimidade com a ciência política, o ministro explica: “Dossiê é um conceito, não é um tipo penal, assim como um martelo é um objeto, não é uma arma. Se for usado para atacar uma pessoa, o objeto martelo passa a ser uma arma, mas nunca estará cadastrado como ilegal, nem será recolhido através da Lei do Desarmamento”. E conclui: “O fato é que não defendo a fabricação de dossiês, assim como não fabrico martelos. Nem por isso deixo de ter o direito de conceituá-los”.
Câmara à vista
O PMDB foi vital nas negociações que levaram Antônio Palocci à presidência da Comissão da Reforma Tributária. Abriu mão do cargo. Em contrapartida, o presidente nacional do partido, Michel Temer, espera que a ala de Palocci no PT o apóie na eleição para a presidência da Câmara em 2009.
Missão de paz
O ministro das Cidades, Marcio Fortes, tem força com o MST. Amigo da presidente da Caixa, Maria Fernanda Coelho, ele foi até a sede do banco, em Brasília, e propôs que os invasores deixassem o prédio em troca de recebê-los em seu gabinete. A Caixa foi desocupada.

Cuidado, “santinho”!
Aviso aos interlocutores de Dilma Rousseff: quando a ministra chama alguém de “santinho” ou “santinha”, é sinal de que está ficando irritada com o diálogo. Prestes a explodir. Mas a assessoria da Casa Civil garante que não é bem assim. O diminutivo pode ser carinhoso. Serviria para o bem ou para o mal.
Choque sanitário
O tempo fechou entre o diretor-geral da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Dirceu Raposo de Melo, e o diretor Agnelo Queiroz (PCdoB). Raposo, que é ligado ao PT, defende o abrandamento das normas para o registro de medicamentos. Agnelo, médico de carreira pública, é contra.
Requião perdeu
O governador do Paraná, Roberto Requião, tentou colocar sua cuia no futebol, mas levou uma goleada. Na última semana, lançou o seu chefe da Casa Civil, Rafael Iatauro, candidato à presidência da Federação Paranaense de Futebol, contra Hélio Cury. Rafael perdeu de lavada: 64 votos a 15.
TOMA-LÁ-DÁ-CÁ COM FERNANDO GABEIRA, deputado do Partido Verde
ISTOÉ – O sr. vai participar da Marcha da Maconha?
Gabeira – Eu nunca participei. Por que iria participar agora? Minha contribuição é intelectual, em outro plano.
ISTOÉ – Pegaria mal para a sua campanha?
Gabeira – Não é isso. Querem colar minha imagem ao tema. Organismos ligados ao governo tentam me associar ao tema, inclusive a imprensa.
ISTOÉ – E a descriminalização da maconha?
Gabeira – Minha tese mudou. Sou a favor, mas depois da reformulação da polícia, de termos uma polícia organizada.
PÁGINAS :: 1 | 2 | Próxima >>