D A N Ç A
Na mesa com Deborah Colker
Deborah Colker vem flertando com o teatro há mais de duas décadas, desde que estreou como diretora de movimento em uma peça de Domingos de Oliveira. Em seu trabalho como coreógrafa, a influência desse flerte tem ficado mais evidente a cada espetáculo, principalmente a partir de Nó, de 2005. Em Cruel (Theatro Municipal, Rio de Janeiro, a partir do dia 24), nono trabalho da companhia que leva seu nome, ela procurou desenvolver ainda mais a relação entre dramaturgia e dança. "O que fizemos foi carregar os movimentos de intenções e sentidos", explica. Pela primeira vez, Deborah não estará no palco com os 17 bailarinos - que, como sempre, irão interagir com o cenário, uma mesa de cinco metros de comprimento. Como será a primeira mulher a dirigir o Cirque du Soleil, ela tem ido com freqüência ao Canadá, onde prepara o próximo espetáculo da trupe. |
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5 ESPETÁCULOS DE DEBORAH COLKER
MARACANÃ
Inspirada nos movimentos dos jogadores de futebol, a coreografia foi criada a pedido da Fifa e estreou na Europa em 2006, ano da Copa do Mundo da Alemanha
NÓ
Deborah Colker usou mais de 100 cordas, de diferentes cores, tamanhos e texturas, no espetáculo apresentado em 2005
4 X 4
Coreografia ousada na qual os bailarinos dançavam entre uma centena de vasos de cerâmica, deixando a platéia apreensiva
CASA
O cenário desse balé era formado por um quarto, uma sala e uma garagem de uma enorme casa, que tomava conta da cena
ROTA
Uma roda-gigante criada por Gringo Cardia, eterno parceiro da coreógrafa, foi o grande destaque da montagem
M Ú S I C A
Moby cai na dança
Tão nova-iorquino quanto Woody Allen, o músico eletrônico Moby resolveu prestar um tributo à vida noturna de sua cidade no CD Last night. Diferentemente dos discos 18 e Hotel, marcados pela tragédia do 11 de setembro (dia de seu aniversário), Moby é bem dançante nesse novo trabalho e faz um retrospecto dos estilos musicais dos anos 80, quando em Nova York fervilhavam os clubes. O artista alterna euro disco, house music, tecno e hip-hop em um CD temático que ilustra o início, o ápice e o fim de uma noite de muita festa e balanço. |
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T E A T R O

A DIVINA ELIZETH CARDOSO
Quarenta clássicos do repertório da cantora Elizeth Cardoso, como Modinha e Canção de amor, são o fio condutor do musical Divina Elizeth, em cartaz em São Paulo, no Teatro Shopping Frei Caneca. O espetáculo conta de forma não cronológica a sua brilhante trajetória artística. No papel de Elizeth alternam-se cinco atrizes, todas irrepreensíveis: Dhu Moraes, Carol Bezerra, Daniela Fontan, Ana Pessoa e Beatriz Faria (filha de Paulinho da Viola). Com poucos recursos cênicos e muita garra, o diretor João Falcão envolve o espectador nessa homenagem àquela que foi uma das maiores intérpretes da música brasileira. Elizeth Cardoso morreu em 1990, aos 69 anos.
C I N E M A

Matemática do golpe
Um dos filmes mais vistos na atual temporada cinematográfica dos EUA (faturou mais de US$ 60 milhões), Quebrando a banca (em cartaz em todo o Brasil) é uma espécie de Onze homens e um segredo - só que menos fantasioso. Baseado em fatos reais, ele conta a história de seis alunos do MIT, em Boston, que se juntam sob o comando de um professor inescrupuloso para dar golpes em luxuosos cassinos, usando apenas matemática - e velhos truques de trapaças. O galã em ascensão Jim Sturgess e a bela Kate Bosworth estão entre os estudantes - e isso torna o grupo bem charmoso. Conta ponto a favor do filme o estonteante colorido de Las Vegas.
L I V R O S

Novo suspense de Patrícia Melo
Em Jonas, o copromanta (Companhia das Letras, 173 págs., R$ 36), Patrícia Melo conta a história de um escritor solitário, fã de Rubem Fonseca, que acredita ser vítima de uma conspiração armada pelo autor famoso. Ele trabalha como arquivista da Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro, e passa a perseguir o escritor em busca de explicações, pois está convencido de que o conto Copromancia, de Fonseca, é a cópia de uma idéia sua. Como em outras histórias policiais, Patrícia capricha no ritmo ágil, com toques de suspense e humor.