ISTOÉ - Independente
 
   
  EDIÇÃO ATUAL
  EDIÇÕES ANTERIORES
  ESPECIAIS
   
   
  CAPA
  REPORTAGENS
  CIÊNCIA & TECNOLOGIA
  BRASIL
  COMPORTAMENTO
  MEDICINA & BEM ESTAR
  MEIO AMBIENTE
  ECONOMIA E NEGÓCIOS
  CULTURA
   
   
  EDITORIAL
  ENTREVISTA
  A SEMANA
  GENTE
  EM CARTAZ
  OPINIÃO & IDÉIAS
  SEU BOLSO
  BASTIDORES
   
   
  FALE CONOSCO
  EXPEDIENTE
  ANUNCIE
  ASSINE ISTOÉ
  LOJA 3
   
   
 



Medicina & Bem-estar  
Imprimir
 
Visão perfeita
Novos tratamentos para miopia, glaucoma e degeneração macular devolvem a milhares de pacientes a capacidade de voltar a enxergar bem

Por GREICE RODRIGUES

ANDRÉ PORTO
PRECISÃO Cirurgias a laser agora levam em conta alterações do olho de cada paciente

Uma das áreas da medicina que mais se beneficiam das modernas tecnologias é a oftalmologia. A cada dia surgem novos equipamentos e procedimentos rotineiros são aperfeiçoados, garantindo aos médicos e pacientes resultados mais eficientes e duradouros. Os tratamentos que mais evoluem são os indicados para tratar doenças como miopia, astigmatismo, hipermetropia e catarata. Estas moléstias são as mais freqüentes entre a população adulta.

A cirurgia para corrigir a miopia está entre as que mais se modernizaram. Há pouco tempo, o tratamento era padrão. “A cirurgia era feita com base apenas no grau de miopia do paciente. Não eram consideradas outras alterações na estrutura do olho. Por isso, nem todos se beneficiavam”, afirma a médica Ana Luisa Höfling-Lima, do departamento de oftalmologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Agora, as novas técnicas permitem que esses procedimentos sejam feitos de forma personalizada. “Um aparelho avalia e mede as modificações no sistema óptico e envia essas informações para o laser. Este equipamento dispara a energia levando em conta todas as alterações estruturais do olho do paciente”, explica a médica. “Essa técnica atende às necessidades individuais e, por isso, traz mais benefício”, diz Ana Luisa. A empresária Juliana Pellegrino, 23 anos, passou pela cirurgia e se livrou dos óculos e das lentes. “Finalmente posso decretar o fim da minha dependência desses recursos”, comemora.

Mas os avanços não param por aí. No Instituto da Visão da Unifesp, por exemplo, está sendo aplicada uma terapia que usa a radioterapia intra-ocular para tratar a degeneração macular relacionada à idade. Esta é uma importante causa de cegueira em pessoas acima dos 55 anos. A doença se caracteriza pelo crescimento anormal de vasos na região da mácula – região sensível da retina responsável pela visão dos detalhes, formas e cores. O procedimento é feito a partir de uma microcirurgia para aplicação de radiação na lesão macular. “É uma técnica ainda em estudo, mas que tem se mostrado promissora”, afirma a médica Ana Luisa.

Outras possibilidades estão sendo estudadas para tratar a ceratocone, doença que provoca afinamento e perda da rigidez da córnea. Isso causa distorções e embaçamento das imagens. A enfermidade é a principal causa de transplante de córnea no mundo. Os médicos estão aplicando uma luz ultravioleta em associação com a riboflavina (vitamina B2). “O método provoca uma ligação entre as fibras de colágeno dando firmeza ao tecido da córnea”, explica Ana Luisa. A médica ainda cita outra novidade para pacientes com histórico de rejeição ao transplante de córnea. Trata-se da colocação de lentes especiais que permitem a passagem do estímulo luminoso até a retina. A técnica está beneficiando indivíduos que tinham perdido a esperança de voltar a enxergar.

PÁGINAS :: 1 | 2 | Próxima >>

23/4/2008


 
Receba as informações de Isto É semanalmente em seu e-mail:
 
 
 
 
 
 




 
 
 
 
 
   
 
Imprimir

   
       

© Copyright 1996-2008 Editora Três
É proibida a reprodução total ou parcial deste website, em qualquer meio de comunicação, sem prévia autorização.

ContentStuff - Media Solutions



>