À flor da pele
Pelo menos até a reunião do Copom agendada para 15 e 16 de abril, não é prudente convidar o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, para a mesma mesa. Os ânimos andam exaltados. Mantega não quer nem ouvir falar da hipótese de aumento das taxas de juros para ajustar a demanda à oferta. Afirma que a medida vai prejudicar o câmbio e as exportações. Na prática, porém, a Fazenda não tem influência sobre o Copom. Mas, no mercado, a alta dos juros parece inevitável. Vale lembrar que o próprio Meirelles é apenas um voto em meio aos de sete diretores do BC.
Caça ao tesouro
A
Comissão de Finanças da Câmara fará um seminário sobre repatriação de dinheiro. O deputado José Mentor calcula que há de US$ 77 milhões a US$ 150 milhões depositados ilegalmente no Exterior. Se o governo recuperar 30% desses recursos, neutralizará o impacto da perda da CPMF.
Fio da navalha
O
procurador-chefe do MP do Estado do Rio de Janeiro, Marfan Vieira, deve ter bons motivos para guardar na gaveta pelo menos quatro processos que tirariam o prefeito Lindberg Farias da disputa pela reeleição à Prefeitura de Nova Iguaçu. Um dos processos é da área de saúde e pertence ao MP Federal.
Santo trânsito
Ao chegar de viagem da China, a ministra Marta Suplicy ficou feliz com os resultados da pesquisa para a Prefeitura de São Paulo. Ela superou Alckmin, graças à melhora de seu desempenho na classe média. Sua assessoria está convencida de que é efeito da revolta dos paulistanos com o trânsito caótico.

Amigo íntimo
O
ex-ministro do STF Sepúlveda Pertence deu mais poder à Comissão de Ética Pública. Pendengas intrincadas que se arrastariam por meses dentro do governo passaram a ser resolvidas imediatamente. Agora, Sepúlveda resolve tudo com um "rápido contato". Ele é amigo pessoal de Lula.
Bandeira branca
Maria Christina Mendes Caldeira decidiu parar de brigar com o deputado Valdemar Costa Neto, seu exmarido. "Eu vou pedir a ele para me ajudar num projeto em favor das crianças." Valdemar também teve um processo arquivado no STF.
| TOMA-LÁ-DÁ-CÁ |
COM |
J O S É R O B E R T O A R R U D A, governador do DF |
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ISTOÉ - Ao ceder o Buriti ao presidente Lula, o sr. desiste de fazer oposição?
Arruda - A missão constitucional de ser hospedeiro dos poderes da República está acima das divergências partidárias.
ISTOÉ - Isso não mostra uma oposição sem rumo?
Arruda - Ao contrário. Fazemos oposição dura no Congresso, mas sabemos nos relacionar com o governo federal nas questões administrativas.
ISTOÉ - DEM e PT podem fazer dobradinha em nível nacional?
Arruda - Não. O PT é o trabalhismo clássico e nós somos liberais. São campos diametralmente opostos. |
Collor em família
O
senador Fernando Collor decidiu tirar mais quatro meses de licença. Desde que assumiu o mandato em fevereiro de 2007, é a segunda vez que o ex-presidente se afasta da Casa. Alega razões afetivas: "Vou me dedicar mais à minha família. Tenho duas filhas pequenas e a política já atrapalhou muito minha vida familiar." Sobre os boatos de que sua licença seria por motivo de doença, Collor não passa recibo: "Só devo explicações sobre meu mandato ao povo de Alagoas que me elegeu."
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