L I V R O S
5 LIVROS DE IRVINE WELSH
TRAINSPOTTING
Romance de estréia, retrata a juventude drogada dos anos 90. O livro virou filme cult sob a direção de Danny Boyle e revelou o ator Ewan McGregor
PORNÔ
Trata da vida dos personagens que compõem o romance Trainspotting, vistos uma década depois
MARABOU STORK NIGHTMARES
O tumultuado e confuso cotidiano de um hooligan que integra uma gangue violenta
ECSTASY – THREE TALES OF CHEMICAL ROMANCE
Histórias sobre a chamada “geração química”, adaptadas com sucesso para o teatro
FILTH
Retrato de um policial corrupto da cidade de Edimburgo, que se afunda nas drogas e na exploração sexual
A era Tony Blair pelo escocês IRVINE WELSH
O escritor escocês Irvine Welsh está de volta com a sua visão mordaz da sociedade britânica. Em As revelações picantes dos grandes chefes (Rocco, 432 págs., R$ 52), ele centra a narrativa no personagem Danny Skinner, um agressivo jovem de classe baixa que trabalha na vigilância sanitária de Edimburgo fiscalizando bares e restaurantes elegantes. Skinner leva uma vida de arruaceiro, mas sua rotina muda quando ele ganha um novo colega de trabalho, o tímido Kibby, que passa a disputar a sua vaga. Segundo Welsh, a rivalidade dos dois, inspirada na mesma oposição de personalidades de O médico e o monstro (Robert Louis Stevenson), é típica da era Tony Blair, quando os jovens não queriam mais ser vistos como “derrotados”. Como fez com a geração niilista dos anos 90 em seu livro Trainspotting, Welsh traça um painel comportamental da sociedade consumista.
D I S C O S
Violão na voz de barítono
Feito sob encomenda para o filme Na natureza selvagem, de Sean Penn, Into the wild é o primeiro trabalho solo de Eddie Vedder, líder do grupo Pearl Jam. Apesar de ser uma trilha sonora, o disco pode ser ouvido como um álbum de estúdio de Vedder, que aproveita para avançar em terrenos não explorados por sua banda. Com exceção de duas faixas mais roqueiras, o restante é puro folk, com Vedder tocando violão, banjo e diversos outros instrumentos. A sua voz de barítono ganha destaque soando como a de um poeta solitário – bem de acordo com o enredo do filme, que retrata um homem que abandona tudo o que possui e parte para o Alaska.
A R T E
LASAR SEGALL, ENTRE DUAS GUERRAS
É inegável a influência da luz tropical e dos temas brasileiros na obra do artista lituano Lasar Segall, que se mudou para o Brasil em 1912 trazendo consigo toda uma bagagem expressionista. O que a mostra Segall realista (Galeria de Arte do Sesi, em São Paulo) revela de novo é que essa influência ocorre dentro de um movimento de volta ao realismo – fenômeno que se deu na arte em geral no período entre as duas guerras mundiais. Essa é tese do curador Tadeu Chiarelli. É ilustrada em 150 telas, gravuras, aquarelas, desenhos e esculturas. Na exposição está o óleo Morro vermelho, que integra uma coleção particular e até agora foi pouco visto pelo público.
C I N E M A
O outro lado do 11 de Setembro
Após criticar duramente o governo George W. Bush em Fahrenheit 11/9 e denunciar a cultura armamentista americana em Tiros em Columbine, o diretor Michael Moore volta-se para o sistema de saúde pública dos EUA em seu novo documentário. Sicko – SOS saúde, que concorre ao Oscar e estréia no Brasil na sexta-feira 8, escancara a omissão do governo na assistência médica aos bombeiros que trabalharam no resgate das vítimas do atentado ao World Trade Center, no dia 11 de setembro de 2001.
D V D
Um grande clássico de US$ 700 mil
Quando dirigia e atuava em seus próprios filmes, o ator e diretor americano Orson Welles, criador do clássico Cidadão Kane, costumava dizer: “Preciso de pouco para realizar um grande trabalho.” Em Macbeth (Versátil), esse “pouco” é um dos maiores textos de teatro já escritos: a peça homônima de William Shakespeare, sobre um nobre escocês que promove um banho de sangue para tornar-se rei. Welles, é claro, vive o protagonista e dirigiu o filme, hoje considerado um clássico. As filmagens se deram em apenas 21 dias. O filme custou somente US$ 700 mil.
A G E N D A
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FESTIVAL REC BEAT 2008
(Cais da Alfândega, Recife, até 5/2) – A maratona musical investe no som independente nacional e internacional. Entre as atrações: Marina de la Riva e Les Frères Guissé |
ETNIAS DO PRIMEIRO E SEMPRE BRASIL
(Memorial da América Latina, São Paulo) – Concebido pela artista Maria Bonomi, o painel de 50 metros resgata a história dos índios brasileiros. Contou com a participação de diversos representantes de tribos |
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JOSÉ OITICICA FILHO: FOTOGRAFIA E INVENÇÃO
(Centro de Arte Hélio Oiticica, Rio de Janeiro, até 15/3) – Fotos, telas, desenhos e colagens de um dos grandes nomes da fotografia moderna brasileira |
Colaborou Natália Rangel