
ARTE
A primeira paisagem brasileira
Integrante da esquadra capitaneada por Maurício de Nassau que desembarcou no Brasil em 1637, o holandês Frans Post (1612-1680) foi o primeiro pintor da paisagem brasileira. O empresário pernambucano Ricardo Brennand, maior colecionador de Post no País, cedeu 13 de seus 18 quadros para a mostra O Instituto Ricardo Brennand e o resgate do Brasil holandês, em cartaz em São Paulo na Galeria de Arte do Sesi. Entre os seus trabalhos podem ser vistas as famosas telas Forte Frederik Hendrik, Cachoeira na floresta, Muro com cavalo e escravo e Muro de convento. A mostra (224 itens ao todo) também reúne mapas, armaduras, armas, tapeçarias e um raro exemplar do livro Rerum per Octennium in Brasilia, ilustrado por Frans Post.
LIVROS
Histórias paralelas que se encontram
Tony Bellotto troca São Paulo pelo Rio de Janeiro em Os insones (Companhia das Letras, 240 págs., R$ 39), seu novo romance. O guitarrista dos Titãs constrói tramas paralelas que, aparentemente, nada têm em comum. No início da história, Sofia, uma garota de classe média, desaparece. A família pensa tratar-se de um seqüestro e, aos poucos, descobre o fascínio da menina por temas revolucionários. Na outra ponta da narrativa está Samora, um rapaz culto que quer mudar o mundo. Ele passa a viver em um morro dominado por Mara Maluca, que, com 19 anos, usa da brutalidade para se impor.
MÚSICA
JAMES BLUNT SEM FALSETE
Há dois anos o inglês James Blunt tirou para sempre a farda e ganhou as paradas de sucesso com o seu CD de estréia, Back to Bedlam – o disco vendeu 15 milhões de cópias graças à canção You’re beautiful. Agora, com o seu novo trabalho, All the lost souls (Warner), o ex-soldado sepulta a fama de cantor de uma música só – mesmo porque, entre as oito faixas, nenhuma tem um refrão tão forte quanto o da balada que o lançou. Mais: Blunt aperfeiçoou seu estilo emotivo e confessional, na linha de David Gray e Elliot Smith, e apresenta um trabalho sem afetações – cativa até aqueles que não suportavam a sua voz de falsete.
VÍDEO
Festival de arte eletrônica
O tom vanguardista vai marcar a 16ª edição do Videobrasil, festival de arte eletrônica que acontece em São Paulo no Sesc avenida Paulista (até 25 de outubro). Entre os convidados estão o cineasta inglês Peter Greenaway, que vai apresentar seu projeto Tulse Luper suitcases centrado em um escritor desaparecido que deixou diversos objetos distribuídos em 92 maletas. Ele fará também uma performance de live image (projeção ao vivo). Outros convidados são o alemão Marcel Odenbach e o brasileiro Eder Santos. Na mostra competitiva, os trabalhos inéditos de Leon Ferrari, Cao Guimarães e Lucas Bambozzi são os mais aguardados.
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