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Por MARIANE MORISAWA E AINA PINTO

L I V R O S I

WILTON MONTENEGRO/AG. ISTOÉ
BIOGRAFIA Obra traz histórias familiares da cantora

Clara GUERREIRA
Em abril de 2008 completam-se 25 anos da morte de Clara Nunes. Entre as homenagens à cantora, a primeira é o livro Clara Nunes – guerreira da utopia (Ediouro, 320 págs., R$ 49,90), biografia escrita por Vagner Fernandes.

Repleta de fotos e reproduções de revistas em que a cantora apareceu, a obra inicia com uma história curiosa sobre a tragédia familiar que fez Clara, então com 15 anos, mudar-se de Cedro (atual Caetanópolis), em Minas Gerais, para Belo Horizonte: o irmão matou um rapaz que dizia ter intimidade com Clara. Para fugir do falatório geral, ela saiu da cidade, começou a trabalhar em uma fábrica de tecidos, mas, em pouco tempo, já estava cantando – e fazendo sucesso. O último capítulo traz uma investigação sobre as controvérsias do procedimento médico que causou a morte da cantora, aos 40 anos, por choque anafilático numa cirurgia de varizes.

5 discos de Clara Nunes
CLARA NUNES (1973)
O álbum é um dos melhores da cantora. Traz Tristeza pé no chão, cujo compacto havia vendido mais de 100 mil cópias

CLARIDADE (1975)
No repertório, sambas de Cartola (Que seja bem feliz), Candeia (O mar serenou) e Ismael Silva (Ninguém tem que achar ruim)

CANTO DAS TRÊS RAÇAS (1976)
Referência para o samba, traz outros ritmos, como a valsa Ai, quem me dera, de Vinicius de Moraes

GUERREIRA (1978)
Com o repertório montado a partir de pesquisas, a cantora abriu ainda mais o seu leque de ritmos

NAÇÃO (1982)
No último disco, destaque para a faixa-título e Serrinha, essa em homenagem ao reduto do jongo no Rio de Janeiro

L I V R O S I I

BENJAMIN LOYSEAU/ AG. ISTOÉPolêmica de Jonathan Littell
Maximilien Aue
é um ex-oficial nazista que narra, sem demonstrar nenhum remorso, sua participação nas atrocidades cometidas sob comando de Adolf Hitler na Segunda Guerra Mundial. Com essa premissa explosiva, o livro As benevolentes (Alfaguara, 912 págs., R$ 79,90), de Jonathan Littell, gerou controvérsia ao redor do mundo – especialmente depois de ganhar o prestigiado Prêmio Goncourt, na França, devido “à jovialidade, à originalidade do talento, às tentativas novas e ousadas do pensamento e da forma”. Mas conquistou também o público: chegou à marca de 700 mil exemplares vendidos naquele país. A crítica o saudou como novo Tolstoi.

M Ú S I C A

CAROLINE BITTENCOURT/AG. ISTOÉPITTY AO VIVO
Em 6 de julho do ano passado, a cantora Pitty subiu ao palco do Citibank Hall, em São Paulo, para gravar seu primeiro DVD ao vivo, diante de três mil pessoas, sem cortes e regravações. (Des)concerto ao vivo chega também na forma de CD com o show liderado por Pitty na voz e na guitarra, Joe no baixo e no vocal, Duda na bateria e Martin na guitarra e no vocal. Não há participações especiais, como se tornou praxe nos discos do gênero, nem covers de outras bandas. Apenas as canções que viraram sucesso na boca dos jovens, como Admirável chip novo e Anacrônico. Isso não quer dizer que não faltem presentes aos fãs, como as inéditas Malditos cromossomos, com influências do grupo americano Mars Volta, e Pulsos, que já tem videoclipe rodando na tevê.

D V D

FOTOS: DIVULGAÇÃOA magia de Labirinto
Em 1986 não existiam efeitos digitais. Para fazer Labirinto – a magia do tempo, cuja edição de aniversário sai em DVD no Brasil, Jim Henson teve de quebrar a cabeça e ter muita criatividade, uma qualidade que lhe sobrava – ele é o criador dos Muppets e da Vila Sésamo. O labirinto, obstáculo da adolescente Sarah (Jennifer Connelly) para recuperar o irmão levado pelos duendes a seu pedido, era repleto de seres fantásticos, todos bonecos manipulados por pessoas, em mecanismos fascinantes evidenciados pelos diversos extras do disco duplo. O rei dos duendes era interpretado por um rockstar, David Bowie, que compôs canções espetaculares para o longa, bastante ousado ao tratar da transformação de uma menina em mulher.

C I N E M A

Marcos Palmeira nordestino
Em O homem que desafiou o diabo, filme dirigido por Moacyr Góes e baseado no livro As pelejas de Ojuara, de Nei Leandro de Castro, o ator Marcos Palmeira vive Zé Araújo, um caixeiro viajante boa-praça e boêmio. Obrigado a se casar depois de tirar a virgindade da quarentona Dualiba (Lívia Falcão), ele se revolta e assume nova identidade. Como Ojuara, ele parte pelo sertão para defender os mais pobres e buscar seu destino, topando com personagens como a jovem prostituta Genifer (Fernanda Paes Leme), um Preto Velho, um corcunda e uma devoradora de homens, numa aventura de cores bem brasileiras.

A G E N D A

MANOEL DE ALMEIDA/EFEMARILYN MANSON
(Fundição Progresso, Rio de Janeiro, dia 25, e Via Funchal, São Paulo, dia 26) – Auto-intitulado “Anticristo Superstar”, Marilyn Manson volta ao Brasil com seu espetáculo explosivo, dessa vez baseado em seu mais novo trabalho, Eat me, drink me

ROBERTA SÁ
(Teatro Fecap, São Paulo, dias 27 a 30) – A cantora potiguar mostra o repertório do recémlançado álbum Que belo estranho dia pra se ter alegria, com canções de Pedro Luis e Rodrigo Maranhão

ORQUESTRA IMPERIAL
(Canecão, Rio de Janeiro, dia 28) – A banda, criada em 2002, retorna à primeira grande casa de shows onde se apresentou com as canções do primeiro disco, Carnaval só ano que vem, que acaba de chegar às lojas

26/9/2007


 
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