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A poderosa magia de Harry Potter
A força do universo criado por J.K. ROWLING atinge o máximo. Além do LIVRO - o último da série - e do FILME que chegam ao Brasil, o bruxo terá um PARQUE no complexo Universal, em Orlando. Conheça os detalhes dos lançamentos da saga que se converteu no MAIOR FENÔMENO cultural do mundo

LENA CASTELLÓN

Novidades nas telas
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Harry Potter está mais forte do que nunca. Não se trata, no caso, apenas dos poderes pessoais do jovem de óculos que conquistou o mundo como aprendiz de feiticeiro. Este é o momento em que a saga, lançada há dez anos pela inglesa Joanne Kathleen Rowling (ou J.K. Rowling) atinge o ápice de popularidade - o ponto máximo do fenômeno cultural em que se transformou a aventura do bruxo. Harry Potter está de volta aos cotidianos das famílias na forma de filme, livro e game. Como nas outras vezes, poderiam dizer. Mas para quem esteve fora do planeta nos últimos meses, vale o aviso: à meia-noite do dia 21 de julho, livrarias de diversos países vão abrir suas portas para entregar a uma multidão de ávidos leitores o volume que encerra a série, Harry Potter and the deathly hallows (Harry Potter e as relíquias da morte).

Não há dúvida de que 21 de julho será uma loucura. As pré-encomendas bateram recorde - caso do site americano Amazon, cuja pré-venda superou um milhão de exemplares, a maior de sua história -, sinalizando que a febre será intensa. De fato, jamais houve um lançamento de livro que movimentasse tanto o mercado. Por isso, acredita-se que filas imensas serão formadas nas livrarias na festejada noite. O nome Harry Potter permanecerá no ar como um poderoso fenômeno, ainda mais porque estará em cartaz o filme A Ordem da Fênix, a quinta produção da Warner Bros. Ele entra nos cinemas em 11 de julho, também no Brasil, e está sendo aguardado com ansiedade. Diante desse clima efervescente, não é de se espantar, portanto, que a Warner tenha anunciado agora que J.K. Rowling deu seu aval ao projeto assinado em conjunto com o Universal Orlando Resort, dono dos famosos parques do Homem- Aranha e de Shrek, em Orlando (EUA).

O comunicado saiu na semana passada, mas as negociações duraram cerca de um ano e meio. "Os planos que vi parecem empolgantes e não acho que os fãs dos livros e dos filmes ficarão decepcionados", avisou a escritora.

EMOÇÕES Harry está mais sensível. Recebe a atenção paternal de Sirius (acima), papel de Gary Oldman, e enfrenta a tirania de Dolores (de rosa), vivida por Imelda Staunton

Decepção não será mesmo a palavra de ordem da pottermania neste julho intenso. Ao menos pelo que já se conhece do filme. Em A Ordem da Fênix, uma primorosa produção estimada em US$ 150 milhões, Harry (Daniel Radcliffe) passará por uma experiência que abalará sua segurança. No longa anterior, O cálice de fogo, o jovem testemunha o renascimento de Voldemort (Ralph Fiennes), o bruxo responsável pela morte de seus pais. O início do quinto filme mostra Harry, agora com 15 anos, na casa de seus tios não-bruxos (ou trouxas, na linguagem potteriana). Ele está ansioso por notícias que indiquem que o mundo mágico se prepara para enfrentar sua maior ameaça. No entanto, nada parece se alterar até que ele e seu primo são atacados por dementadores, os tenebrosos seres que roubam o ânimo de viver das pessoas. Para escapar, o rapaz utiliza um feitiço, o que é proibido quando os garotos bruxos estão fora da escola. Harry é levado a julgamento pelo Ministério da Magia, quase é expulso de Hogwarts, a escola de magia, e é acusado de criar fantasias para chamar atenção.

Antes de voltar para a escola, Harry é informado por seu padrinho, Sirius Black (Gary Oldman), de que o Lorde das Trevas (Voldemort) está reorganizando seu antigo exército, os Comensais da Morte. Harry se oferece para lutar, porém não é aceito. Além disso, outro fato o perturba. O Ministério não admite o retorno do bruxo maligno. Como se não bastasse, o diretor de Hogwarts, Alvo Dumbledore (Michael Gambon), seu aliado, perde prestígio. O Ministério envia Dolores Umbridge (Imelda Staunton), intitulada Alta Inquisidora, para "ajustar os padrões decadentes" da escola. Embora se vista de rosa e solte risinhos aqui e ali, é uma tirana. Com Dolores, os alunos são proibidos de treinar feitiços e são obrigados a refutar qualquer hipótese de que o mundo deles corre perigo. Sempre tão certinha, Hermione Granger (Emma Watson), a melhor amiga de Harry, se rebela. "Se Umbridge se recusa a nos ensinar, precisamos de alguém que nos ensine", diz. Claro, a escolha recai sobre Harry que passa a dar aulas para um grupo apelidado de Armada Dumbledore. Quebrar as regras desse modo entusiasma Hermione e isso inspira o piadista Rony Weasley (Rupert Grint): "Quem é você e o que fez com Hermione Granger?", tripudia o fiel companheiro de Harry.

PARQUE DE DIVERSÃO Em seis meses começa a construção de O mundo da magia de Harry Potter, do Universal Resort. Terá castelo (acima), floresta e a vila bruxa (abaixo)

Em meio ao caos de Hogwarts, Harry vive um romance. Uma de suas "alunas" é a bonita Cho Chang (Katie Leung), de quem recebe seu primeiro beijo. O destino, porém, reserva novos golpes. Desacreditado, ele mostra sua faceta "aborrecente". Ter de interpretar essa revolta foi o desafio de Radcliffe. Se no filme anterior, o ator inglês teve de suar a camisa e se desgastar fisicamente, em A Ordem da Fênix ele é obrigado a trabalhar melhor as expressões de raiva, angústia e dor. "Nós somos como a resistência francesa", comentou. "Voldemort e os Comensais da Morte são os nazistas." Radcliffe justifica o complexo comportamento de Harry. "Ele já viu coisas terríveis e volta para uma sociedade que o rejeita", declarou.

O sofrimento de Harry, no entanto, só aumenta. No filme dirigido por David Yates, Voldemort está em plena forma. A caracterização de Fiennes como o senhor das trevas é de tirar o fôlego. "Você perderá tudo, Harry", avisa ele no instante em que os dois se encontram no Ministério da Magia. Ele invadiu o local em busca de uma profecia. É o clímax do filme, com os Comensais duelando com os bruxos da Ordem da Fênix e os garotos da Armada, numa fantástica piroctenia eletrônica.

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21/6/2007


 
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