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Comportamento  
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O requinte da cerveja
Produtos mais elaborados e marcas exclusivas estão elevando o status da bebida

CLAUDIA JORDÃO

FOTOS: WELLINGTON CERQUEIRA
CONSUMO O paulista Caio Carvalho gasta mais em cervejas do tipo premium do que com roupas
O copo certo para cada cerveja
Brinde à sofisticação

Um bordão publicitário diz que a cerveja é uma paixão nacional: agrada ao paladar de muitos brasileiros. E ao bolso também. Mas agora ela está atingindo um patamar que modifica costumes de um bom número de amantes da bebida. Até há pouco tempo, o publicitário Caio Carvalho, 36 anos, ainda a enxergava como um prazer de baixo custo. Algo para ser tomado em grande quantidade, em um boteco. Hoje, ele chega a pagar até R$ 200 por uma garrafa de Gouden Carolus - cerveja belga de tradição -, não tem mais o hábito de tomar uma depois da outra e freqüenta bares que vendem importadas famosas ou nacionais de marcas exclusivas.

A chegada de produtos mais elaborados e a criação de rótulos especiais mostram que os brasileiros estão dispostos a pagar mais por essas cervejas. "A primeira vez que bebi uma delas foi há cinco anos. Experimentei várias e levei um susto com a conta", lembra Caio, que atualmente gasta mais em cerveja que em roupas. Foi graças a esse tipo de postura que o mercado premium da bebida tem crescido no Brasil. Em 2001, elas representavam 2,6% das vendas. Cinco anos depois, esse número subiu para 6%. Se antes essas preciosidades se restringiam a redutos de estrangeiros, hoje as cervejas importadas podem ser encontradas em diversos supermercados. As gôndolas também recebem novas levas de nacionais requintadas, produzidas por microcervejarias, inspiradas nas fábricas européias, ou por gigantes, como a Ambev.

Produzidas a partir do que há de melhor em malte de cevada, lúpulo, levedura e água - e trigo, no caso das bebidas do tipo weizen -, essas nobres cervejas surpreendem por seus sabores, aromas, textura e teor alcoólico. Mas as embalagens também impressionam. Há produtos condicionados em garrafas iguais às de espumantes. São as champenoise, que têm bolhas e pedem uma taça para ser degustadas. Na opinião do australiano Greigor Caisley, proprietário do bar Drake's, em São Paulo, que oferece 120 opções premium, esse mercado está em expansão. "Quem experimenta essas cervejas não consegue mais só tomar as comuns", aposta. É um desafio que um amante da bebida não hesitará em aceitar.

20/6/2007


 
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