A Procuradoria-geral de Mônaco autorizou a exumação do banqueiro libanês-brasileiro Edmond Safra, que morreu asfixiado esta sexta-feira, em Mônaco, em circunstâncias ainda não esclarecidas, informaram este sábado fontes vinculadas à investigação.A autópsia de Safra e de sua enfermeira, que também morreu no incêndio de seu apartamento, confirmou esta sexta-feira as mortes por asfixia, segundo o procurador Daniel Serdet.
Este exame médico-legal foi realizado no Ateneu de Mônaco, que se negou a precisar no sábado se o corpo do banqueiro saiu da instituição.
A autópsia foi ordenada devido às circunstâncias em ocorreu o incêndio. Antes dele, dois homens encapuzados estavam tentando entrar no apartamento. Esta é a única versão que a polícia tem, até o momento.
As duas vítimas morreram sufocadas pela fumaça, no apartamento "bunker" de 1.000 m2 que o multimilionário possuía no porto do principado. Inicialmente, segundo fontes vinculadas à investigação, a família havia se negado a autorizar a autópsia.
Edmond Safra, de 67 anos, havia criado o Republic New York, um dos principais bancos de Nova Iorque e a sociedade Safra Republic Holdings, que controlava o banco. Safra, um dos homens mais ricos do mundo, herdeiro de uma família de banqueiros ativa desde a época do Império Otomano, partiu do Líbano ainda jovem para seguir com o pai ao Brasil, onde começou sua atividade empresarial.
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