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ZICO faz clone
de si mesmo em diversão típica para crianças
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CINEMA
Uma aventura do Zico (cartaz nacional a partir da sexta-feira
15) – O filme é para crianças e tão-somente
para elas. Repleto de boas intenções, o ex-camisa
10 do Flamengo associou-se à vitoriosa família Barreto
e tentou marcar um golaço no seu primeiro longa-metragem.
Bola na trave. Escrita e dirigida por Antonio Carlos Fontoura, a
história de um menino mimado que pede ao pai, dono de um
laboratório de biogenética, para fazer um clone do
Zico, acerta no argumento. Mas erra no ritmo. Muitas cenas de futebol
infantil, um elenco carente de grandes nomes e atores mirins ainda
verdes provocarão bocejos nos adultos. Entretanto, a molecada
rubro-negra ou não, que idolatra o talento e a personalidade
correta de Zico, vibrará com a habilidade do craque e suas
hilárias intervenções interpretando o clone
tatibitati. Apesar de ser um filme intensamente infantil,
tem um final surpreendente, que vai deixar muita criança
com uma pulga atrás da orelha. (S.G.)
VÁ SE TIVER TEMPO
Zoando na TV (cartaz nacional a partir da sexta-feira 15)
– Numa parceria com a Globo Filmes, também responsável
pelo sucesso Simão, o fantasma trapalhão, de
Renato Aragão, a loiríssima Angélica faz a
estréia da sua produtora Angélica Produções
Artísticas nesta mistura de sátira, romance e aventura,
devidamente assessorada por Daniel Filho. A história é
pontuada de citações que vão da abertura de
O casamento do meu melhor amigo, hit de Julia Roberts, à
enxurrada de filmes que mostram telespectadores sendo literalmente
sugados pela tevê. O elenco global liderado por Miguel Falabella,
Maria Padilha, Bussunda, Nicete Bruno e as esculturais Danielle
Winits e Paloma Duarte deixa Angélica à vontade. No
papel de Angel ela namora o galã Márcio Garcia, que
já foi seu par na vida real. Chega a ser divertido. (L.C.)
VÁ SE TIVER TEMPO
| Foto: DIVULGAÇÃO |
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GAYE em canções de Sinatra
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DISCOS
Motown celebrates Sinatra, com vários (PolyGram)
– Quando um bando de brancos, num daqueles álbuns-tributos,
resolve interpretar músicas de negros, o resultado nunca
é dos melhores. Mas quando um bando de negros, num destes
mesmos álbuns-tributos, se reúne para interpretar
músicas de um branco você pode ter certeza de estar
com um disco raro nas mãos. Ainda mais, quando o repertório
em questão é de Frank Sinatra, não à
toa batizado de A Voz, codinome que carregou até sua
morte em maio do ano passado. Neste CD, soltam suas vozes especiais
artistas que fizeram a fama da gravadora Motown. Lá estão
reinterpretações fantásticas de cantores e
grupos como Four Tops, Gladys Knight & The Pips, Marvin Gaye
ou The Temptations. O dono dos velhos olhos azuis iria adorar. (A.R.)
OUÇA SEM PARAR
ARTES PLÁSTICAS
Francesc Torres (Galeria Camargo Vilaça, São
Paulo) – Quem acha que instalações são mero
passatempo de artistas preguiçosos precisa urgentemente conhecer
os provocativos enigmas visuais de Francesc Torres, artista catalão
radicado em Nova York. Na famosa Continente de cristal, por
exemplo, ele distribuiu milhares de copos no chão e passou
um rolo compressor sobre eles abrindo uma faixa imensa. É
cena de impacto. As seis obras que trouxe para São Paulo,
no entanto, não têm a mesma escala. Euphrates é
um conjunto de placas em terracota nas quais foram impressos classificados
eróticos e outros textos. É apenas uma pequena amostra
do seu talento. (I.C.)
VALE A PENA
LIVROS
V de vingança, de Alan Moore e David Lloyd (Via Lettera,
140 págs., R$ 16) – No livro, que aqui saiu em dois volumes,
o roteirista de histórias em quadrinhos Alan Moore mostra-se
sombrio, num clima valorizado pelo traço em preto-e-branco
de Lloyd. Ambos seguem o propósito sequencial dos quadrinhos
tradicionais, cujo estilo foi abandonado em prol de delírios
metafísicos das histórias para jovens provocando o
desinteresse do público mais maduro ligado no gênero.
Agora os marmanjos se reencontraram com sua diversão. (L.C.)
LEIA SEM PARAR
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