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Confira
o que aconteceu com fatos abordados
em grandes reportagens da revista ISTOÉ
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INTERNET
Navegue nesta onda Por que
você não pode ficar de fora
da nova mania dos brasileiros
Edição 1408,
de 25/09/96
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A reportagem
Há
pouco mais de 4 anos, a ISTOÉ trouxe uma reportagem
sobre o fascinante mundo da Internet. Ali, falou-se sobre
todas as possibilidades da Rede, desde encontrar amigos e
bater papo, a comprar um CD ou um carro, além de visitas
a galerias de arte em Nova York ou Paris e passeios pelo Vaticano
ou assistir a vídeos pornôs. O escritor americano
William Gibson, o primeiro a perceber o nascimento dessa aldeia
global virtual, batizou-a em 1984 de ciberespaço. Acessar
lugares e pessoas do outro lado do planeta ao custo de uma
ligação telefônica local era grande descoberta.
O avanço do número de usuários também
foi registrado. Na época era previsto cerca de 50 milhões
de internautas, alertava-se inclusive que esse total poderia
ser o dobro. No Brasil, a avaliação de julho
de 1995, girava em torno de 50 mil usuários. No ano
seguinte esse número saltou para 500 mil. A reportagem
ainda mostrou os primórdios da Internet, que nasceu
em meio ao auge da guerra fria, em 1969, quando os laboratórios
militares americanos sentiam a necessidade de compartilhar
de forma segura informações sigilosas. Para
isso, foi criada uma rede de comunicação interligando
esses computadores e assim evitar um ataque nuclear soviético
que interrompesse a comunicação. As informações
eram divididas em pacotes que tomariam rotas diferentes para
chegar ao mesmo destino e caso um trecho fosse destruído,
os pacotes pegariam outra rota. Todos deveriam se encontrar
no destinatário, onde seriam reunidos na ordem certa.
E até 1983 a rede ainda era militar, reunindo apenas
500 computadores instalados em laboratórios de defesa
e universidades nos Estados Unidos e na Europa. Quatro anos
mais tarde já eram 28 mil computadores e a maioria
deles pertencia a pesquisadores sem qualquer vínculo
com os militares. Depois de muita labuta e experimentos apareceram
empresas capacitadas a dar acesso à rede em troca de
uma mensalidade. E assim o provedor de acesso fornece ao usuário
os programas para conexão e navegação
na rede.
O
que houve depois
Desde
1999, as negociações das ações
de empresas da chamada Nova Economia ou seja, ligadas à
Internet, têm movimentado altas cifras e têm provocando
acentuadas oscilações dos preços nos
pregões eletrônicos da Nasdaq, Bolsa de Valores
de empresas de tecnologia. A Amazon, empresa que vende, entre
outros produtos, livros e discos pela Web, teve um crescimento
vertiginoso mesmo tendo prejuízo de centenas de milhões
de dólares. De acordo com os estudos da empresa de
consultoria Economática, em julho de 1997 o valor de
mercado das ações Amazon era de US$ 490 milhões
e em outubro de 99 saltou para US$ 27,90 bilhões. Com
o site de busca Yahoo a situação não
foi diferente. Há três anos suas ações
estavam contadas a US$ 1,18 bilhão e em 99 valiam US$
36,53 bilhões. O crescimento da América Online
foi ainda maior. Em 97 ações estavam avaliadas
em US$ 6,8 bilhões e em 99 passou para US$ 134,35.
Tudo isso mostra que Internet superou qualquer expectativa.
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