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Confira
o que aconteceu com fatos abordados
em grandes reportagens da revista ISTOÉ
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O
MISTÉRIO DO ET BRASILEIRO
Ufólogos
acusam o Exército de sequestrar um alienígena
em Varginha (MG)
Edição 1390, de 22/05/1996
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A reportagem
Na
tarde do dia 20 de janeiro de 1996, na cidade de Varginha,
em Minas Gerais, três garotas caminhavam por um terreno baldio
quando teriam encontrado uma estranha criatura agachada próximo
a um muro. Ela tinha olhos vermelhos, protuberâncias na cabeça
e pele viscosa. Liliane Fátima da Silva, 16, sua irmã Valquíria,
14 e a amiga Kátia Andrade Xavier, 22, saíram correndo quando
o bicho mexeu a cabeça. Quarenta minutos depois voltaram com
a mãe, mas nada encontraram. No mesmo dia outra história estranha
corria o município. Um casal de trabalhadores rurais afirmava
ter visto um Objeto Voador Não-Identificado (OVNI) durante
a madrugada, soltando fumaça e pairando a cinco metros do
solo. Varginha entrou em polvorosa, a notícia de que um disco
voador havia desembarcado um ET se alastrou rapidamente. O
advogado e professor de direito Ubirajara Franco Rodrigues,
40, começou a investigar o evento no dia seguinte. Ufologista
há duas décadas, ele sustentava que a aparição era uma exceção
que confirmava a regra de que apenas 1% dos relatos de avistamento
de naves espaciais é verdadeiro. Ele dizia ainda que dois
seres alienígenas estiveram na cidade naquele dia.
Mais de 60 ufólogos, inclusive estrangeiros, apareceram
em busca de indícios e provas da descida do extraterrestre.
Ubirajara acusou o Exército de ter montado uma operação
secreta de ocultação dos ETs. Um deles teria
sido capturado por quatro homens do Corpo de Bombeiros local
às 10h30 do dia 20 e levada por um caminhão
militar para a Escola de Sargento das Armas (ESA), na cidade
de Três Corações, a 25 quilômetros
de Varginha. Outro, o encontrado pelas meninas, teria sido
visto no dia seguinte no Hospital Regional, no centro da cidade.
Segundo os ufólogos este estava vivo e teria morrido
no fim da tarde. O Exército teria levado o corpo para
Campinas, para ser necropsiado pelo legista Fortunato Badan
Palhares.
O
que houve depois
Varginha
tornou-se a capital dos ETs por muito tempo. O episódio mineiro
ficou conhecido como o "Caso Roswell" brasileiro, virou atração
turística e o comércio de artigos relacionados à ufologia
prosperou. Ninguém comprovou a existência dos seres extraterrestres
e a ação do Exército. Em entrevista à revista UFO em julho
deste ano, Ubirajara Rodrigues diz que "o caso é raro" e que
continua à procura de informações, "é preciso saber que rumo
tomou o material de Varginha - um cadáver e um organismo vivo."
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