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Confira
o que aconteceu com fatos abordados
em grandes reportagens da revista ISTOÉ
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VITÓRIA
DA VIDA
Luã Muriana, seis anos, curado
de leucemia aguda: novas terapias dão impulso
na batalho contra doença
Edição 1282, de 27/04/1994
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A reportagem
Luã
Marcelo Muriana era um garoto de seis anos que tinha leucemia
mielóide aguda, um tipo muito agressivo de câncer. Ele era
de Diamantino, Mato Grosso e havia sentido os primeiros sintomas
da doença aos cinco anos. Depois de ter praticamente recebido
uma sentença de morte dos médicos de sua cidade, seus pais
o trouxeram para São Paulo para tentar um novo tratamento
chamado de autotransplante ou transplante autólogo de medula.
O dr. Celso Massumoto, da Fundação Pró-Sangue do Hospital
das Clínicas, foi o responsável pelo tratamento e cirurgia
de Luã e de várias outras crianças. O autotransplante é diferente
do transplante alogênico, no qual um parente ou qualquer pessoa
com compatibilidade de células doa parte do líquido da medula
óssea (substância que corre dentro dos ossos) para a que está
doente. A chegada do novo método era uma nova chance de vida
para os pacientes que não possuíam doadores. Eles poderiam
retirar parte da própria medula para, depois de uma forte
sessão de quimioterapia, reinjetá-la novamente. Foi o que
o dr. Massumoto fez.
O
que houve depois
Em
janeiro de 1997, ISTOÉ foi conferir como estava Luã. A família
do menino sorridente da capa de 1994 fazia uma festa para
comemorar os três anos de seu "renascimento". Naquela época
o dr. Massumoto já o considerava com 99,9% de chance de estar
curado. Hoje, Luã Muriana é considerado curado. Vive na mesma
cidade do Mato Grosso. Luã foi a grande prova de que o tratamento
médico na época foi correto. "Muita gente não acreditou que
isso fosse possível, muitos colegas me criticaram", diz o
dr. Massumoto.
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| Hoje
Luã está totalmente curado |
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