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ISTOÉ CONFERE

 

Confira o que aconteceu com fatos abordados
em grandes reportagens da revista ISTOÉ


Eriberto, um brasileiro
Motorista dá aula de coragem
e refuta o presidente

Edição 1188, de 08/07/1992


A reportagem

Acusado de corrupção, o então presidente Fernando Collor sofria um processo de impeachment. Seu irmão Pedro Collor havia denunciado o tesoureiro da campanha presidencial, Paulo César Farias, o PC, como seu caixa dois. O motorista Eriberto França foi a prova de que PC depositava grandes somas de dinheiro na conta de Collor.

A reportagem da revista mostrou como várias contas correntes "fantasmas" eram usadas por PC Farias para fazer os depósitos bancários. O ex-presidente afirmava não ter contato com Farias praticamente desde a posse. ISTOÉ revelou que PC depositava dinheiro na conta de uma certa "Maria Gomes", na verdade um "fantasma" de Ana Acioli, secretária particular de Collor. Ana dava o dinheiro para Eriberto pagar os funcionários da Casa da Dinda, residência do presidente em Brasília. Eriberto quitava também contas de luz e telefone e outras despesas eventuais. Após estas denúncias, Eriberto foi convocado para depor no Congresso. Bombardeado pelos parlamentares governistas, confirmou todas as informações publicadas pela revista e saiu-se muito bem. Perguntado pelo deputado Roberto Jefferson se estava agindo apenas por patriotismo, respondeu: "E o sr. acha pouco?". O impeachment foi aprovado, mas Collor renunciou à presidência da República em outubro do mesmo ano.

O que houve depois

Após ficar inelegível e ter seus direitos políticos cassados, Collor foi morar nos Estados Unidos, em Miami. Este ano ele voltou ao Brasil para tentar uma candidatura à prefeitura de São Paulo, como já dizia outra reportagem de ISTOÉ, de agosto de 1999. Eriberto França teve a vida destruída. Depois de viajar o Brasil sendo homenageado e recebendo várias condecorações, separou-se da mulher e dos filhos e trabalha hoje como contínuo do Ministério dos Transportes em Brasília, ganhando cerca de R$ 270,00.


O incansável Collor volta
à baila

 

 

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