Nº 1574 – 01 de dezembro de 1999 

B I O L O G I A
O sexo e o esporte
Acreditava-se que fazer sexo antes de uma competição esportiva era contraproducente. A abstinência conservaria as energias para o esforço do atleta. Bem, a verdade não é bem assim. Estudo feito na Universidade de L’Aquila, na Itália, prova agora que esportistas que precisam ser mais agressivos poderão ter sua performance melhorada se praticarem o sexo antes da competição. Segundo a pesquisadora Emmanuela Jannini, a chave para isso é a testosterona, hormônio relacionado tanto ao sexo como à agressão. Como os níveis de testosterona são sabidamente mais altos em homens sexualmente ativos, quanto maior a atividade sexual maior a agressividade. Embora ainda não tenha provas tão evidentes, Jannini acredita que o mesmo aconteça com as mulheres.

 L I V R O S
A ciência do Arquivo X
A verdade está lá fora. E dentro do filme também. Um livro lançado agora nos EUA prova que a trama do prestigiado seriado de tevê tem consistência científica. À exceção dos alienígenas, toda a argumentação contida nas investigações dos agentes Mulder e Scully está baseada em fatos verídicos, segundo conta Anne Simon, autora do The real science behind X-Files: microbes, meteorites and mutants (Simon & Schuster, US$ 25). Exemplos dessa veracidade seriam os episódios em que espécies de vermes e aracnídeos do Alasca voltam à vida depois de milhões de anos. “A ciência mostrada corretamente leva veracidade ao filme e pode explicar sua popularidade”, afirma Simon, professora de Biologia Molecular da Universidade de Massachusetts, nos EUA.

T E C N O L O G I A
Sobrevida
A indústria de informática trabalha há anos com a perspectiva da Lei de Moore - segundo a qual, o número de transistores que cabem em um chip dobraria a cada 18 meses. Mais recentemente, cientistas apontaram para certas leis da física que dariam, mais cedo do que se pensava, um limite para esse progresso. Mas, como o desenvolvimento tecnológico não pára, surgiu uma sobrevida àquela lei. Pesquisadores da Universidade da Califórnia irão anunciar nesta semana uma nova técnica de produzir transistores microscópicos. Tão pequenos que um único chip pode contê-los em número 400 vezes maior do que o normal. O segredo está na mudança do desenho das “chaves” que controlam o fluxo de corrente elétrica. Tal chave mede apenas 18 nanômetros ou o equivalente ao comprimento de 100 átomos. Esse avanço irá baratear ainda mais os componentes eletrônicos, além de torná-los muito mais rápidos.

Por Norton Godoy

 
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