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B I O L O G I A
O sexo e o esporte
Acreditava-se que fazer sexo antes de uma competição esportiva era
contraproducente. A abstinência conservaria as energias para o esforço
do atleta. Bem, a verdade não é bem assim. Estudo feito na Universidade
de L’Aquila, na Itália, prova agora que esportistas que precisam
ser mais agressivos poderão ter sua performance melhorada se praticarem
o sexo antes da competição. Segundo a pesquisadora Emmanuela Jannini,
a chave para isso é a testosterona, hormônio relacionado tanto ao
sexo como à agressão. Como os níveis de testosterona são sabidamente
mais altos em homens sexualmente ativos, quanto maior a atividade
sexual maior a agressividade. Embora ainda não tenha provas tão
evidentes, Jannini acredita que o mesmo aconteça com as mulheres.
L
I V R O S
A ciência do Arquivo X
A verdade está lá fora. E dentro do filme também. Um livro lançado
agora nos EUA prova que a trama do prestigiado seriado de tevê tem
consistência científica. À exceção dos alienígenas, toda a argumentação
contida nas investigações dos agentes Mulder e Scully está baseada
em fatos verídicos, segundo conta Anne Simon, autora do The real
science behind X-Files: microbes, meteorites and mutants (Simon
& Schuster, US$ 25). Exemplos dessa veracidade seriam os episódios
em que espécies de vermes e aracnídeos do Alasca voltam à vida depois
de milhões de anos. “A ciência mostrada corretamente leva veracidade
ao filme e pode explicar sua popularidade”, afirma Simon, professora
de Biologia Molecular da Universidade de Massachusetts, nos EUA.
T E C N O L O G I A
Sobrevida
A indústria de informática trabalha há anos com a perspectiva da
Lei de Moore - segundo a qual, o número de transistores que cabem
em um chip dobraria a cada 18 meses. Mais recentemente, cientistas
apontaram para certas leis da física que dariam, mais cedo do que
se pensava, um limite para esse progresso. Mas, como o desenvolvimento
tecnológico não pára, surgiu uma sobrevida àquela lei. Pesquisadores
da Universidade da Califórnia irão anunciar nesta semana uma nova
técnica de produzir transistores microscópicos. Tão pequenos que
um único chip pode contê-los em número 400 vezes maior do que o
normal. O segredo está na mudança do desenho das “chaves” que controlam
o fluxo de corrente elétrica. Tal chave mede apenas 18 nanômetros
ou o equivalente ao comprimento de 100 átomos. Esse avanço irá baratear
ainda mais os componentes eletrônicos, além de torná-los muito mais
rápidos.
Por Norton Godoy
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